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Volta das coligações e distritão é certeza de retrocesso no sistema eleitoral

Não há acordo, ainda, sobre a PEC da Reforma Eleitoral em tramitação na Câmara. Enquanto o presidente da comissão especial responsável por analisar o documento, Luis Tibé (Avante-MG), tenta ganhar tempo para fechar acordo sobre um novo texto trazendo de volta a famigerada coligação, os deputados favoráveis ao distritão apostam em estratégias para atingir a marca de 40 reuniões do colegiado quando, pelo regimento, com ou sem apreciação do relatório, ele pode ser enviado para análise do plenário.

Não se sabe ainda quem vai levar vantagem nessa disputa, mas é certo que, de uma forma ou de outra, teremos um retrocesso. O fim das coligações tinha como objetivo a diminuição da quantidade absurda de partidos no Brasil, muitos deles balcão de negócios de velhos caciques políticos de olho no nababesco fundo partidário, financiado com recursos públicos – leia-se o nosso dinheiro.

O distritão é outra aberração. Pretende-se, com ele, acabar com o voto proporcional, que garante representatividade das minorias na Câmara dos Deputados e assembleias estaduais. Pelo modelo proposto, a eleição passaria a ser majoritária, ou seja, seriam eleitos os candidatos mais votados, independentemente do cálculo do quociente eleitoral. Ótimo para celebridades e candidatos endinheirados e péssimo para os partidos, que seriam ainda mais enfraquecidos. O chamado distritão, caso aprovado, substitui já em 2022 o atual sistema. Mas, para isso, a PEC tem que ser aprovada até outubro, um ano antes do pleito.

Ônibus em alta
Mesmo com a pandemia ainda em curso, Fortaleza foi o segundo destino mais procurado do Nordeste pelos brasileiros que viajaram de ônibus no mês passado, atrás apenas de Salvador. Natal foi a terceira mais procurada na Região. Os dados são de levantamento realizado pela ClickBus, plataforma de venda de passagens rodoviárias on-line. Para o secretário de Turismo de Fortaleza, Alexandre Pereira, isso se deve ao crescente interesse dos brasileiros em viagens mais curtas, dentro de sua região, efeito da pandemia. Daí, o empenho da Setfor em investir em projetos como a Rota do Sol Nordeste – Fortaleza/ Natal e Fortaleza/ São Luís – e outros com lançamento previsto para este semestre.

Política no sangue
Deputado por cinco mandatos, Gony Arruda desistiu da reeleição, em 2018. Mas nem por isso abandonou o parlamento. Chega a ser mais assíduo no dia a dia da Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE) que alguns deputados. Sempre muito à vontade, como nesse flagrante com o deputado Walter Cavalcante (MDB), em bate-papo descontraído nas escadas da Casa do Povo. Gony também não interrompeu o contato com as bases: está sempre pelo Interior conversando com aliados. O que sugere que não está descartada uma nova candidatura em 2022. Será?

Agenda interrompida
Por conta da chegada da variante Delta, ao Ceará, o presidente da AL-CE, Evandro Leitão, resolveu cancelar a agenda do Pacto Contra o Coronavírus no Interior do Estado. Uma ação preventiva pertinente, posto que, mesmo com todos os cuidados, as visitas acabam gerando aglomerações. “Este é um momento que devemos redobrar os cuidados e agir com cautela”, justificou. O presidente aproveitou para reforçar a importância da vacina: “Os cuidados preventivos tomados de forma coletiva são os melhores caminhos para superar a pandemia.”

“Como afirmei em pronunciamento por ocasião da abertura das atividades jurisdicionais deste semestre, diálogo eficiente pressupõe compromisso permanente com as próprias palavras, o que, infelizmente,
não temos visto no cenário atual”

Ministro Luiz Fux, presidente do STF, ao justificar o cancelamento de uma reunião entre os presidentes dos três poderes da República diante dos reiterados ataques do presidente Jair Bolsonaro aos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes

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