Política

Transparência: Google passa a divulgar dados de anúncios políticos

Logo do Google em frente a um prédio da empresa em Mountain View, na Califórnia (Foto: Peter DaSilva/ Reuters)

O Google incluiu esta semana o Brasil entre os países que possuem relatórios de transparência sobre anúncios políticos em suas plataformas.
Assim, passa a ser divulgado, para os anúncios que se enquadrarem nos critérios, por quem ele foi financiado, o público-alvo escolhido e o alcance aproximado. Também é possível saber o total investido por anunciante.

Segundo a empresa, por ora, o relatório conta com mais de 1.500 anúncios que circularam em plataformas do Google, incluindo o YouTube, e nos sites que utilizam Google AdSense, a partir de novembro de 2021.

Em novembro do ano passado, a empresa passou a exigir verificação de identidade para veicular publicidade política no país e já tinha anunciado que o relatório estaria disponível a partir do primeiro semestre deste ano.

A medida também é parte do acordo assinado em fevereiro com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no contexto do programa de combate à desinformação.

EUA: desde 2018

A novidade chega ao Brasil mais tarde do que em outros países. Nos Estados Unidos, o relatório de transparência já é disponibilizado desde 2018. Ele também já estava disponível na União Europeia, Reino Unido, Israel, Austrália, Índia, Nova Zelândia e Taiwan.

Entram no relatório anúncios que se referem a partidos políticos, a candidatos a cargos no nível federal ou ainda a ocupantes destes cargos. Estão sendo considerados os postos de presidente, vice-presidente, senador e deputado federal.

Dessa forma, anúncios que se refiram, por exemplo, a candidato a governador, mas não incluam nome de partido, não terão os dados sobre anunciantes revelados no Brasil.

Já nos EUA, é possível verificar não só anúncios para cargos estaduais como os que tratem de “referendo, uma iniciativa ou uma proposta qualificada para ser votada no estado em questão”.

O uso de anúncios foi uma das armas empregadas pela campanha de desinformação russa para afetar as eleições norte-americanas de 2016. O Google tinha assumido em 2017 o compromisso global de lançar relatório sobre anunciantes promovendo campanhas eleitorais, como a própria empresa destaca no anúncio desta quinta.

Ao analisar cada publicidade veiculada individualmente não é possível saber o valor exato investido tampouco o público exato alcançado.

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