Política

Sucessão municipal em Fortaleza nos encontros de PT e PDT

Foto: Renato S. Cerqueira/ Folhapress

A sucessão municipal em Fortaleza, no próximo ano, esteve na pauta de dois importantes eventos nacionais do PT e do PDT, neste fim de semana, em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente. Como os demais partidos com pretensões nacionais em 2022, a eleição do sucessor do prefeito Roberto Cláudio, na Capital cearense, em razão da influência exercida pelo presidenciável Ciro Gomes, motiva mais ainda a ambas agremiações.

No encontro dos petistas, com a presença do ex-presidente Lula, fica ratificada a ideia de candidatura própria nas principais capitais brasileiras, Fortaleza incluída, não restando dúvidas, a partir daí, que a deputada Luizianne Lins, também pela sua valentia, será o nome escolhido. Já no evento do PDT, o ponto relacionado sobre Fortaleza, pela pauta definida, era a estrutura de financiamento da campanha do nome do partido, com os recursos dos Fundos Partidário e Eleitoral.

Foto: Renato S. Cerqueira/ Folhapress

O PDT de Fortaleza ainda não tem o nome do postulante à sucessão de Roberto Cláudio. Ele sairá do entendimento do próprio Roberto com o senador Cid Gomes e seu irmão Ciro, assim como com o governador Camilo Santana. Os quatro, e somente eles, serão os responsáveis pela indicação do candidato e a estratégia da campanha, que, pela nova ordem da Legislação Eleitoral, reclamará a participação de mais candidatos à Prefeitura da Capital, cujas siglas queiram permanecer ativas na Capital.

Com o fim das coligações proporcionais, todos os partidos terão que ter chapa própria de vereador. Nem todos, porém, reúnem filiados em condições competitivas de disputar uma vaga no Legislativo. Pelas características de disputa majoritária, posto vencerem os mais votados nas respectivas legendas, cujo somatório dos votos superem o quociente eleitoral, a realidade apresentar-se-á menos atraente para a maioria dos filiados, sem contar com o fato da obrigatoriedade de cada chapa ter o mínimo de 30% de candidaturas femininas.

Em razão dessa particularidade diferenciadora do pleito municipal vindouro para os já realizados, nas últimas décadas, estimuladoras de criação de novas agremiações, ao ponto de hoje superarmos três dezenas de partidos, poucos destes lograrão êxito na futura empreitada.

Pelo novo modelo, as maiores agremiações serão as mais beneficiadas. Os candidatos com efetivas potencialidades estão a elas filiados. Sem estes, fica difícil o partido somar o número mínimo de votos para eleger alguns dos seus. Em Fortaleza, para eleger um vereador, o partido terá que somar o mínimo de 30 mil votos. Não é fácil. Em 2016, a última eleição municipal, partidos como o MDB e o PSDB, só conseguiram eleger um vereador cada, somando, respectivamente, 33.280 votos e 43.694 votos.

Estas duas agremiações, apesar dos esforços que demonstram estar efetivando, preparando-se para 2020, como outras também nacionalmente conhecidas, poderão figurar no rol das mais atingidas ao fim da disputa do próximo ano.

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