Política

Sobre regulamentação de energia offshore no Ceará

Erivaldo Carvalho
erivaldo@ootimista.com.br

O Governo Federal regulamentou, na última terça-feira, 25, a produção de energia offshore – eólica em alto mar. Com o decreto, grandes players internacionais do setor passarão a ter segurança jurídica para investimentos. O Ceará será amplamente beneficiado. Dos 56GW a serem licenciados nessa matriz energética, 11GW (20%) serão para o litoral cearense. A medida poderá agilizar investimentos que chegam a R$ 16 bilhões. Esse mando de campo vai viabilizar a produção do hidrogênio verde. Além de representar forte redução na emissão de carbono, num momento crucial para o planeta, é a maior promessa de pleno desenvolvimento do Estado neste século.

Mas nada foi por acaso – nunca é ou será. Para chegar até aqui, foi preciso árduo e perseverante trabalho, a várias mãos. O Governo do Estado, através de figuras como o secretário Maia Júnior (Sedet) alinhou as condições institucionais, para tornar o Ceará atrativo; o setor produtivo organizado desenvolveu processos e animou os atores envolvidos. Aqui é emblemática a liderança do presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, e figuras políticas incansáveis, a exemplo do deputado federal Danilo Forte (PSDB), presidente da Frente Parlamentar de Energias Renováveis que, indiferente de cores partidárias, vem priorizando o desenvolvimento econômico do Ceará.

Revolução na esquina do Atlântico
Energia offshore para produção de hidrogênio verde é uma revolução, comparável à chegada da energia elétrica de Paulo Afonso ao Ceará, que viabilizou o I Distrito Industrial de Maracanaú. Ou o Porto do Pecém que, com sua ZPE e a CSP, impulsiona a economia do Estado. O Ceará já foi a “civilização do couro” e terra do “ouro branco”. Décadas seguintes, veio o desenvolvimento do comércio, serviços e turismo. Cada uma dessas etapas cumpre seu papel. Mas nenhuma remete tanto à ideia de futuro quanto a energia limpa e em larga escala, produzida na esquina do Atlântico.

Izolda e o PT cearense
Na última quarta-feira, 26, especulou-se aqui o nome da hoje vice-governadora, Izolda Cela (PDT), como nome bem cotado para o Executivo em outubro próximo. Íntegra aqui url.gratis/29TOhb Foram citados cinco pontos. Em contato com este colunista, um petista de trânsito livre no grupão acrescentou: “Faltou o item 6) goza de muito respeito e prestígio junto ao PT cearense”.

Para se manter vivo
Nas cordas, Bolsonaro se mexe para voltar ao centro do ringue. Já tem garantido o Auxílio Brasil, dinheiro na veia para os mais pobres; está preparando a PEC dos Combustíveis, que poderá ser um golpe na inflação e governadores, e quer reajuste de 33% no piso nacional do magistério. Será suficiente? Ainda não. Com pouco mais de 20% das intenções de voto, está longe dos 55% de 2018.

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