Política

Guedes sugere criar ministério e diz que discutirá pobreza na campanha eleitoral

Guedes sugeriu que a venda de ativos gere recursos a um fundo de combate à pobreza, que repassaria o dinheiro aos mais vulneráveis

Ministro da Economia, Paulo Guedes/Alan Santos/PR

O ministro Paulo Guedes (Economia) sugeriu nesta quarta-feira (1º) a criação de um ministério para gerir o patrimônio da União. Ele propôs que os ativos federais sejam vendidos para gerar recursos contra a pobreza e disse que discutirá esses temas durante a campanha eleitoral.

“Eu já falei com o presidente. Estou propondo que, para o novo governo, tem que existir o Ministério do Patrimônio da União”, afirmou em evento do Ministério da Economia. “O Estado tem R$ 4 trilhões [em ativos], uma fortuna incalculável, e o povo pobre e miserável”, disse.

O governo hoje conta com a SPU (Secretaria de Patrimônio da União), que integra a estrutura do Ministério da Economia e é responsável por administrar certos ativos, como os imóveis federais. Guedes sugeriu que a venda de ativos gere recursos a um fundo de combate à pobreza, que repassaria o dinheiro aos mais vulneráveis.

“Vende alguns ativos aqui e enche o tanque do fundo. Durante a campanha, vamos trabalhar esses temas. Como erradicar a pobreza, reduzir o endividamento e as taxas de juros, transformar o capital público”, afirmou.

Nova tentativa
Apesar de propor a venda de ativos em um novo governo, Guedes já tinha proposto o mesmo tipo de medida na campanha eleitoral de 2018. Ele chega às vésperas das eleições sem vendas de subsidiárias inteiras -embora os desinvestimentos tenham avançado dentro de empresas por meio de subsidiárias, como no caso da Petrobras.

O próprio ministro já se disse frustrado por não ter cumprido o objetivo. “Estou bastante frustrado de estarmos aqui há dois anos e não termos conseguido vender nenhuma estatal. É bastante frustrante”, afirmou em novembro de 2020. (Folhapress)

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