Política

Eunício de volta ao jogo

Reconduzido à presidência do MDB no Ceará, o ex-senador Eunício Oliveira faz planos de retornar ao Congresso Nacional. Desta vez, para a Câmara dos Deputados, onde esteve por doze anos – de 1999 a 2011. O emedebista está sem mandato desde o início de fevereiro de 2019, quando, sem conseguir reeleição, passou a cadeira para o então vitorioso Eduardo Girão (Podemos). De lá para cá, o cenário mudou muito. Em âmbito nacional, Eunício viu surgir a polarização entre o presidente Bolsonaro e o ex-presidente Lula – este à época inelegível. Era início de uma nova Gestão Federal, com muitas caras novas, tanto na Praça dos Três Poderes quanto na Esplanada dos Ministérios.

No Ceará, o ex-senador assistiu, em 2020, a mais uma demonstração de força do grupo cirista, na corrida por prefeituras municipais no Estado. Particularmente, em Fortaleza, onde José Sarto (PDT) bateu Capitão Wagner (Pros). Foi uma vitória pessoal de Roberto Cláudio (PDT), apontado pelo próprio emedebista como seu algoz, em 2018. Desde que Eunício deixou de ser presidente de um dos Poderes da República, o terreno da política ficou ainda mais movediço. Seus aliados de outrora podem não ser mais os mesmos. Seus conhecidos adversários parecem mais fortes. Na planície, começará de novo. No Planalto Central, onde é bem relacionado, poderá voltar ao jogo.

Caace rebate diretoria da OAB-CE
Na última segunda, aqui foram citadas ações da OAB-CE. A Caace, presidida por Sávio Aguiar, enviou a seguinte nota: “Diferente do que foi divulgado pela Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará, a nova sede da Subsecção OAB Cariri Oriental inaugurada no município de Brejo Santo, no último 24 de agosto, teve investimento exclusivo da Caixa de Assistência dos Advogados do Ceará (Caace). A nova sede foi erguida com 100% dos recursos da instituição, renovando o compromisso com os advogados e advogadas cearenses que há anos pleiteavam por este local”.

Doria e Ciro na mesma raia
O pré-candidato ao Planalto, governador João Doria (PSDB-SP), elegeu o antipetismo como a marca de sua plataforma em 2022. O presidente, ex-aliado do tucano, foi rebaixado a foco secundário. Mas não deixará de mirá-lo. Na média, é o que já vem fazendo o ex-ministro Ciro Gomes (PDT). Ou seja, os dois vão disputar na mesma raia a quebra da polarização Bolsonaro versus Lula.

Semelhanças e diferenças
Doria e Ciro partem do mesmo pressuposto: o ex-presidente Lula é o nome a ser abatido, desde já, uma vez que pesquisas indicam que, na cotação do dia, Bolsonaro deve morrer na praia. Assim, tucano e pedetista têm um adversário comum. Até se assemelham, no estilo ferino. A diferença virá de quem conseguir pensar melhor o Brasil, a partir dos gargalos presentes, com olhar para o futuro.

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