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Tipo sanguíneo como fator de risco

Estudo citado diz que um paciente de covid-19 com sangue tipo A tem uma probabilidade 50% maior de precisar receber oxigênio

A covid-19 é uma doença desconhecida. Como tal, concentra boa parte dos estudos científicos. Afinal, é preciso conhecer a fundo o inimigo para poder combatê-lo. Por que, por exemplo, algumas pessoas infectadas com o coronavírus sofrem sintomas moderados, enquanto outras adoecem gravemente e vão a óbito? Já é consenso que idade avançada e comorbidades são fatores de risco. Mas não só. Cientistas europeus, em estudo relatado pelo The New York Times, dizem que um paciente de covid-19 com sangue tipo A tem uma probabilidade 50% maior de precisar receber oxigênio ou entrar em ventilação mecânica. É, portanto, provável que um teste de DNA possa identificar os pacientes que precisarão de tratamento agressivo. Não é a primeira vez que sangue tipo A aparece como um possível risco. Cientistas chineses que examinaram tipos sanguíneos de pacientes já haviam chegado à mesma conclusão.

Risco de retrocesso
Os números da covid-19 melhoraram em Fortaleza, atestam relatórios da Secretaria de Saúde e de hospitais privados. Mas não quer dizer que o novo coronavírus botou a mochila nas costas e se mandou. Ao contrário, o bicho é tinhoso e continua infectando os descuidados. Sim, pois foi só relaxar o isolamento e muita gente foi para as ruas como se não houvesse mais riscos. E haja aglomeração e máscara no queixo. Mas pior mesmo é gente que já teve a doença e desfila por aí achando que está imune. Pode até ser, porém ainda não há comprovação científica. É bom ter cuidado.

E a coerência?
É natural que torcidas organizadas de clubes de futebol se posicionem politicamente e abracem causas justas, como o antirracismo. Afinal, são formadas por cidadãos. Desde que não levem para o já polarizado ambiente político à violência que caracteriza parte de seus membros, fartamente conhecida. Aliás, as torcidas cresceriam bastante no conceito da sociedade se se posicionassem também contra uma das maiores vergonhas do ambiente machista do futebol, a homofobia.

Experiência
Nova secretária de Turismo de Fortaleza, Leiliane Vasconcelos- e não Marques, como grafamos equivocadamente na coluna do último fim de semana – tem bastante experiência na área. Foi gestora do antigo Centro de Convenções; trabalhou com Bismarck Maia, quando secretário de Turismo de Cid Gomes e era figura de proa na equipe de Alexandre Pereira na Setfor. Foi dela a ideia do Passaporte Fortaleza, aplicativo para orientar fortalezenses e visitantes sobre as atrações artístico-culturais na capital cearense.

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