Covid-19

Sem encontrar irregularidades, MPF arquiva ação que investiga compra de respiradores no Ceará

MPF e Polícia Federal não viram razão para seguir com as investigações

Aflaudísio Dantas
aflaudisio@ootimista.com.br

(Foto: Tatiana Fortes/Governo do Estado)

O Ministério Público Federal (MPF) arquivou ação instaurada para investigar irregularidades na compra de respiradores por parte do Ceará. A compra foi efetuada junto à empresa China Meheco Corporation, em março do ano passado.

Foram adquiridos 700 respiradores ao preço de US$ 23 mil cada, chegando ao valor total de US$ 16,1 milhões – equivalente a  R$ 82,2 milhõesconforme a cotação do dólar à época.

O MPF não identificou irregularidades no negócio e não viu razão para continuar com as investigações. O órgão diz que o inquérito da Polícia Federal não encontrou indícios de práticas que levassem ao crime de improbidade administrativa.

As suspeitas em torno da compra se tornaram munição em embates políticos, inclusive na reta final das eleições municipais de 2020. Em entrevista ao Diário do Nordeste, o secretário da Saúde, Dr. Cabeto disse que o arquivamento reflete a idoneidade da compra. “Esses respiradores estão sendo fundamentais para prestar assistência adequada aos pacientes e evitar que os danos da pandemia sejam ainda maiores. A Sesa preza pela integridade e transparência dos processos, pilares de uma gestão responsável da Saúde Pública no Estado”, afirma.

A compra foi realizada pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) como uma forma de dar conta da alta demanda por respiradores, em falta no mercado nacional. O contrato foi firmado em  março de 2020.

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