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Fiocruz cria núcleo para incentivar ciência e empreendedorismo no Ceará

Iniciativa da sede local da insituição tem como coordenador Odorico Monteiro e foi apresentada este mês como célula de fomento a ações que buscam fortalecer inovação científica no Estado

Erika Chagas
panorama@ootimista.com.br

Foto: Site Fiocruz / Reprodução

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Ceará consolidou este mês a instalação da Câmara de Inovação, Produção e Empreendedorismo.

O instrumento foi criado de acordo com o novo modelo de governança implantado pela instituição, com o objetivo de articular iniciativas e processos visando ao fortalecimento do ecossistema de inovação, produção e empreendedorismo da sede Ceará. Com a estrutura de governança implantada pela Fiocruz em outubro último, foram criadas outras duas câmaras: a de ensino e de pesquisa.

Para o pesquisador da Fiocruz e coordenador da Câmara de Inovação, Produção e Empreendedorismo, Odorico Monteiro, é de grande relevância a realização de projetos como esse para o intercâmbio de experiências entre pesquisadores, e para que seja criada também uma colaboração horizontal e um networking interno entre os envolvidos.

“A Câmara tem o papel de fomentar, estimular e apoiar a política de inovação, produção e empreendedorismo, não só da Fiocruz. É preciso que a inovação seja transformada em uma política pública e a Câmara tem esse papel de articular a questão da inovação como uma questão de política pública”, explica o pesquisador.

Novos horizontes
Para o coordenador, a inovação é um dos grandes desafios do Brasil e das instituições do País. O também médico acredita que a partir do poder da inovação se torne possível que a sociedade obtenha respostas acerca de muitas temáticas, como a pandemia.

“Inovação é o que nós faz ter várias respostas durante a pandemia, desde respostas sobre medidas farmacológicas até a vacina. Hoje, nós temos cerca de 200 vacinas sendo estudadas no mundo e isso é fruto da inovação”, pontua. Segundo Monteiro, é preciso que haja um maior incentivo e apoio em pesquisas e projetos que envolvam inovação no Brasil, para que aconteça o fortalecimento e a construção de um cenário chamado de cientista empreendedor.

“A Fiocruz do Ceará já nasce dentro de um distrito de inovação, sendo uma âncora. Quando você está estimulando e incentivando a inovação, você pode construir um cenário que chamamos do ‘cientista empreendedor’. Existe o cientista que é preocupado só em produzir a ciência sem ser aplicada, mas, quando você constrói a ciência aplicada, você pode estar oportunizando o que chamamos de cientista empreendedor, aquele que pesquisa, inova e também pode empreender, criando suas startups, por exemplo”, explica Monteiro.

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