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Compra da Covaxin por empresas privadas depende de registro da vacina no Brasil

Não foi publicizado se houve manifestação de intenção de compra do imunizante. Farmacêutica afirma que prioridade é do Governo Federal

Kelly Hekally
kellyhekally@ootimista.com.br

Vacinação pública no Brasil está prevista para começar no próximo dia 21, afirmou nesta quarta-feira (13) o jornal Valor Econômico (Foto: Edimar Soares)

A aquisição da Covaxin, imunizante indiano produzido pela Bharat Biotech, por parte de clínicas brasileiras de vacinação está vinculada, em primeiro plano, ao registro da referida vacina no Brasil, adquirido após análise procedimental da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A informação foi publicizada nesta quarta-feira (13), por meio de nota institucional da Associação Brasileira das Clínicas de Vacina (ABVAC), que está à frente das tratativas de negociação e afirmou que o andamento está “muito bem encaminhado”. Três clínicas cearenses estão envolvidas na iniciativa.

A reportagem procurou a entidade para entender se a costumeira sinalização que vem ocorrendo na “corrida por vacina” – a intenção de compra – foi realizada, mas até o fechamento desta edição não conseguiu contato. “[…] findado o processo de registro definitivo da Covaxin no Brasil, as clínicas particulares poderão adquirir doses para ofertar ao seu público”, declarou o presidente da instituição, Geraldo Barbosa, no documento.

“A representante da Bharat Brasil, responsável pela negociação com o setor privado, tem tido papel fundamental e o processo está muito bem encaminhado, não só para a vacina contra a Covid 19 agora, mas também a longo prazo”, afirmou também o gestor. A Covaxin está sendo desenvolvida em colaboração com o Conselho Indiano de Pesquisa Médica (ICMR) e o Instituto Nacional de Virologia (NIV) do país asiático. Segundo a ABVAC, o imunizante é fabricado “em uma das mais avançadas instalações de biossegurança no mundo.”

Vacina está na Fase 3
Os ensaios clínicos de Fase 3 da Covaxin, de acordo com a Bharat Biotech, tiveram início em meados de novembro e estão, atualmente, em andamento em cerca de 26 mil voluntários na Índia. Ainda conforme a empresa, a vacina em testes foi avaliada em aproximadamente mil indivíduos durante os ensaios clínicos nas Fases 1 e 2, com resultados promissores de segurança e resposta imunológica, com “aceitação por revistas científicas internacionais”, complementa a ABVAC. Na semana passada, em viagem às instalações indianas da fábrica, Geraldo e a equipe de representantes da Bharat Brasil visitaram Genome Valley, distrito industrial de alta tecnologia e inovação em Hyderabad.

Acordo com o Brasil
Na última terça-feira (12), a Bharat Biotech e a farmacêutica brasileira Precisa Medicamentos assinaram acordo com o Governo Federal para a oferta da Covaxin. O imunizante é um dos que constam na carta de intenções de aquisição do Ministério da Saúde, divulgada há cerca de um mês pela pasta. Detalhes do acordo com a Precisa Medicamentos, bem como datas de apresentação de submissão de estudos e de pedido de registro no Brasil, segundo nota da empresa, ainda não foram divulgados, mas tanto a farmacêutica brasileira quanto a indiana estabeleceram que a oferta deve ser priorizada para o setor público, por meio de uma contratação direta com o Governo Federal.

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