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Alimentação e exercícios físicos juntos para reforçar sistema imunológico

Dieta e exercícios físicos são também ferramentas de combate à doença. Especialistas falam quais frutas e hortaliças não devem ficar de lado. Educador físico reforça motivos para focar no corpo

Danielber Noronha
danielber@ootimista.com.br

Alimentos naturais são indicados para fortalecer imunidade (Foto: Davi Farias)

Com o espraiamento da covid-19, fortalecer o sistema imunológico pode ser uma alternativa eficiente, somada aos cuidados já adotados em meio à pandemia. Neste cenário, fica evidente a importância de manter a imunidade para barrar a contaminação ou mitigar os efeitos do vírus após o contato com o organismo.

Infectologista e doutor em Medicina, o professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Érico Arruda, destaca a boa imunidade como ferramenta capaz de evitar o aparecimento de doenças e complicações nos sintomas apresentados. “O sistema imunológico é fundamental para a proteção do organismo dos humanos aos microorganismos que nos invadem por via respiratória”, explica.

Consolidar essa imunidade não é tarefa simples e rápida, aponta Arruda. “Não há algo que se possa fazer imediatamente para fortalecer o sistema imune a aumentar a proteção contra a covid-19, mas, como a pandemia não vai acabar amanhã, é possível fazer algo a partir de hoje, que possa ajudar para depois”, sinaliza.

A única forma de conseguir ganhos imediatos seria com a utilização de um soro feito à base de anticorpos artificiais ou naturais de um doador que tenha se recuperado da doença, pondera o docente. “Essa segunda estratégia ainda está em estudos e servirá para situações excepcionais, a curto prazo.”

Alimentação saudável
Especialistas em nutrologia ouvidos pelo O Otimista indicam que, para melhorar a imunidade, é preciso adotar hábitos alimentares que restrinjam carboidratos refinados, como macarrão e pães, além de alimentos industrializados, pobres em nutrientes. Para eles, o ideal é colocar uma alimentação saudável e natural. Uma boa dica para aumentar a imunidade é tomar um shot de imunidade diariamente, que vai trazer inúmeros benefícios. A porção é feita com própolis, cúrcuma, que é antioxidante e tem radicais livres, glutamina, que dá um up na imunidade intestinal, e limão, rico em vitamina C e também antioxidante.

Quem está buscando se fortalecer contra o vírus deve estar munido de vários alimentos cítricos, como tangerina, laranja e limão. Vegetais verdes, como brócolis, e alimentos ricos em zinco e selénio, como a castanha de caju, também estão na lista indicada pelo médico. Ovo, salmão e sardinha são boas pedidas para recuperar vitamina, principalmente quando estamos menos expostos ao sol, por consequência do isolamento social. Estudos mostram que, apesar de o ideal ser tomar de 20 a 25 minutos de sol, esses alimentos são eficazes para combater qualquer tipo de invasor.

Relatos comuns de pessoas que perderam a rotina de sono e trocam o dia pela noite, durante a quarentena, também não são indicados para regular a imunidade do corpo. Uma boa noite de sono, dizem especialistas, vai ocasionar um equilíbrio hormonal.

Atividades físicas
O movimento muscular e o aumento da frequência cardíaca provenientes da prática de exercícios físicos fazem as células imunes saírem dos chamados pontos de espera, como pulmão, linfonodos e baço, colocando-as em circulação pelo corpo. “A prática regular de atividades ajuda a regulação hormonal do corpo, que começa a ser mais efetiva, desde a regulação da testosterona ao controlo do cortisol, além da produção e endorfina e dopamina”, detalha o educador físico Lucas Macedo.

Os resultados, entretanto, não aparecem a curto prazo: o educador reforça a importância da prática constante para efeitos. “Para quem está em reclusão, a dica é fazer atividades com o material de casa mesmo. Têm vários exercícios com o peso corporal, que ajudam na imunidade e prevenção de várias outras doenças.”

Apesar da pandemia, automedicação não é correta
Pela falta de contato com os raios solares, idosos, presentes no grupo de risco da covid-19, podem acabar recorrendo a vitaminas e suplementos por ficarem mais susceptíveis ao vírus e outras doenças em geral. Maiores de 60 anos, contudo, não devem fazer uso sem acompanhamento médico.

Diante da falta de uma vacina de prevenção ao novo coronavírus, Arruda pontua que idosos não deixem de tomar vacinas para doenças imunopreveníveis já existentes. “A senescência implica em enfraquecimento, inclusive imunológico. Novos hábitos de vida, com maior peso para alimentação e higiene, é o que se pode recomendar para essa parcela da população”, acrescenta.

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