Opinião

Sucessão de Camilo passará por Izolda Cela, que poderá ser a 1ª mulher a governar o Ceará – Roberto Moreira

Vice-governadora é professora e militante de esquerda (Foto: Ascom Vice Gov)

Estamos exatamente a um ano do início do calendário eleitoral. A pergunta ainda sem resposta envolve o principal ocupante do Palácio da Abolição. Camilo deixará o governo antes de concluir o mandato para disputar mandato de senador ou ficará no governo até o último dia de seu mandato? Pela popularidade batendo a casa dos 90%, será imbatível para a vaga senatorial.

Caso o governador decida deixar o governo, Izolda Cela será a primeira mulher a se tornar governadora do Ceará. Izolda está no cargo de vice governadora, no mesmo período de Camilo Santana e ambos construíram uma relação de companheirismo, amizade e profundo respeito. No abolição o comentário comum é que o governador ficaria feliz em ver Izolda Cela governando o Ceará.

Izolda no comando governo, automaticamente ganharia a preferência pela reeleição, podendo optar ainda em apenas concluir seu mandato, comandando sua sucessão. A política vai definir o futuro da professora e intelectual que milita na esquerda desde o movimento estudantil.

O melhor no amadurecimento político de Izolda Cela, foi enxergar no grupo político que está no poder do Ceará, valores que ela sempre defendeu. No passado, Izolda era uma militante que não se sentia confortável em participar do projeto. Hoje, é totalmente ligada ao governador Camilo, Roberto Cláudio, Ciro, Cid e Ivo.

A sucessão de Camilo Santana tem pretendentes já em movimento. O ex-prefeito Roberto Cláudio e deputado Mauro Filho, atual secretário de Planejamento, querem o posto. Roberto Cláudio tem larga vantagem pela grande gestão que fez em Fortaleza. O próprio prefeito Sarto é seu cabo eleitoral.

A pandemia de Covid-19 jogou para fora do noticiário a articulação da sucessão de Camilo, mas as conversas ocorrem entre quatro paredes, longe dos holofotes.

Líder também nos detalhes

O Líder do governo Camilo na Assembleia Legislativa, deputado Júlio César Filho, trabalha muito. Todos os dias, mantém diálogo com 37 deputados apresentando projetos do governo e detalhando a iniciativa. Tem obtido êxito. Os colegas aprovam sem problemas.

Retomada

O presidente da Assembleia do Ceará, Evandro Leitão, estará sentando na mesa diretora da assembleia. Será a 1ª sessão presencial após a 2ª onda do Coronavírus. Por enquanto todos os deputados terão acesso a casa, porém o público só após a vacinação.

Não está fácil para Camilo e Chagas Vieira

O governador Camilo Santana e o Chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, chegam no abolição quando o sol nasce e saem perto da meia noite, numa rotina de segunda a domingo. A pauta extensa do Coronavírus consome quase 70% do dia. O complemento é o dia a dia administrativo, projetos econômicos e andamento das secretarias. São 10 reuniões por dia em suas agendas.

Ministro pede perdão ao mundo ao ver Brasil isolado mas não convence

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se ajoelhou e pediu perdão ao mundo pelo descaso brasileiro no combate a pandemia de Coronavírus. Elogiou e agradeceu a China pela vacina Coronavac, implorou ao mundo por vacina e medicação. Ao final agradeceu a Organização Mundial da Saúde por atuar para reduzir os estragos causador pelo Coronavírus. Para o mundo foi bom. Para o brasileiro, o ministro esqueceu de citar os 400 mil mortos, esqueceu de agradecer governadores e prefeitos e pedir desculpas por Bolsonaro não usar máscara, promover aglomeração e negar a Covid-19.

Damião Tenório a novidade na política do Ceará

O Procurador do Estado e advogado Damião Tenório é o nome mais citado nas rodas políticas. Articulou candidaturas de prefeitos e vereadores em 2020 e saiu vencedor em 28 municípios. Seu patrimônio eleitoral pode lhe garantir um mandato de deputado federal em 2022.

Cid Gomes não acredita no governo Bolsonaro

Senador pedetista em pronunciamento no Senado (Foto: Agência Senado)

O presidente Bolsonaro denunciou nas redes sociais prefeitos e governadores por guardar vacinas e não vacinar na velocidade certa. Municípios e estados passaram a usar as reservas vacinando em massa apostando na promessa de Bolsonaro que não faltaria vacina. Resultado: o Ministério da Saúde não tem vacina e os gestores públicos entraram em desgaste e vacinadores agredidos. “É um governo que mente, engana, genocida”, disse nas redes sociais.

 

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