Opinião

Responsabilidade compartilhada e a vida

Por
Ticiana Macedo

A saúde emocional tem sido um tema amplamente debatido mesmo antes da pandemia. Cientistas, ao longo do tempo, encontraram provas de que a saúde da mente impactava diretamente em doenças físicas, causando as chamadas doenças psicossomáticas. É grande o número de pessoas que buscam nos medicamentos a cura para as suas dores.

Para tentar solucionar o problema, psiquiatras, psicólogos e outros especialistas têm se unido a fim de encontrar recursos para algo que a ciência ainda não consegue tratar com apenas com remédios. Mas como combater algo invisível aos olhos? A busca por hábitos e relações saudáveis pode ser um grande aliado na qualidade de vida.

Além disso, cada indivíduo pode exercer o que se chama de responsabilidade compartilhada, se propondo a ser agente que impacta positivamente na vida das pessoas, evitando palavras negativas que possam acionar gatilhos emocionais no próximo. Talvez o caminho para desenvolver a discutida empatia possa ser iniciado como uma simples pergunta: e se fosse comigo?

Colocar-se no lugar do outro é o princípio fundamental para todo bom relacionamento, e deve ser estimulada no comportamento das pessoas. As pessoas devem se abrir para a necessidade de acompanhamento psicológico, psiquiátrico ou de ambos, quando necessário. Reconhecer a necessidade de tratamento é o primeiro passo para o início da cura, embora ainda se tenha um certo preconceito com o tema.

Com as mudanças causadas no último ano, a realização das consultas online, como o uso de plataformas voltadas para o atendimento psicológico e psiquiátrico, tem otimizado o tempo e facilitando a rotina dos pacientes. Outro ponto a ser destacado é o aumento de iniciativas organizacionais voltadas à saúde mental dos colaboradores, promovendo qualidade de vida e garantindo melhores resultados.

Acredito que estamos trilhando uma jornada em busca do autoconhecimento, para a cura da alma, para a empatia e para o amor ao próximo. Nos reconhecermos como parte integrante de algo maior e refletirmos sobre como as nossas ações podem interferir na vida do outro é um grande objetivo a ser alcançado. Não será fácil, mas precisamos dar o primeiro passo.

Ticiana Macedo é diretora geral do Nosso Lar Hospital e diretora técnica do Amar.Elo

 

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