Opinião

Parque de diversões – Totonho Laprovitera

A Fernando Freitas.

“A alegria não está nas coisas, está em nós.” (Johann Goethe)

De primeiro, geralmente montados em espaços públicos, os grandes parques de diversões juntavam um bando de atrações de brincadeiras para o entretenimento. Itinerantes, com uma considerável variedade de brinquedos, eles atraíam pessoas de todas as idades para o divertimento, mediante pagamento, é claro.

Lembro bem de um parque de diversões – Shangai, do Eliezer Araújo, segundo Américo Picanço – que se instalava na Cidade da Criança (Parque da Liberdade) e fazia o maior sucesso, alvoroçando a sossegada cidade de Fortaleza dos anos 60.

Nele, nunca tive coragem de embarcar no Sputnik, um brinquedo que possuía duas naves ligadas por meio de braços a uma estrutura metálica central, com sistema de movimentos alternados de subir e descer, até girar rapidamente em 360 graus.

Já no Trem Fantasma eu ia, mas me pelava de medo, pois mesmo sabendo que tudo era invenção, eu gelava quando aparecia de supetão uma alma penada que, em movimentos mecânicos, espanava com um fino e encardido lenço de pano os rostos dos incautos passageiros.

No stand de tiros, uma vez, eu estava demorando um pouco na mira – indevidamente empenada – do alvo e o escovado “instrutor” fez a “gentileza” de puxar meu dedo no gatilho para atirar logo. Fui reclamar, mas, não adiantou. Malandramente, ele desconversou e avexadamente chamou repetidas vezes o próximo.

Tinha, ainda, roda gigante – muitos a chamavam de hola – carrossel com melancólicos cavalinhos de madeira pintada, carrinhos elétricos abalroando uns nos outros e faiscando quando suas hastes riscavam a eletrificada tela no teto do engradado… Ah, sim, também tinha o possante sistema de radiadora, tocando canções dos arranhados elepês e mandando entusiasmados recados “de um alguém para outro alguém”. Era tanta coisa…

Coalhadas do sorridente público, as filas eram serpentinamente indefinidas e ao lado delas não faltava carrinhos de picolé, pipoca, algodão doce, baleiros e coisa e tal…

Era desse jeito. No mais, pessoal, “era uma vez a vaca Vitória que caiu no buraco e acabou-se a história”!

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