Opinião

Os trabalhadores na berlinda

Raimundo Filho (PDT) é vereador licenciado de Fortaleza e secretário da Regional 11

O meses de março e abril de 2022 registraram as maiores taxas de inflação dos últimos 28 anos. Os maiores vilões foram os combustíveis e os alimentos. Esse dado deve ser somado a outras informações que ajudam a explicar a situação trágica do trabalhador brasileiro. A renda média dos assalariados encontra-se estagnada há dez anos. O custo de vida disparou. A economia não cresce e o desemprego estacionou em índices alarmantes. São 112 milhões de homens e mulheres padecendo de insegurança alimentar. Essa Reforma Trabalhista produziu as piores perspectivas.

Em 2016, o governo Temer aprovou uma reforma da legislação trabalhista prometendo gerar 2 milhões de empregos por ano e recuperar o poder de comprar do salário mínimo. Não avançou em nenhuma dessas promessas. De acordo com o IBGE, estamos diante de 12 milhões de desempregados e 5 milhões de brasileiros que vivem em desalento, ou seja, já desistiram de procurar emprego. A informalidade explodiu e as funções que ainda existem são, em sua maioria, precarizadas. Os sindicatos estão enfraquecidos. As inúmeras crises que assolam o país dificultam os investimentos privados.

O interesse do poder público federal em políticas de geração de emprego é nulo. Os mais jovens são as principais vítimas desse quadro devastador. Formam a maioria dos desempregados e estão sem esperança. Estamos perdendo uma geração no moinho da crise e da incompetência. Poucas exceções fogem a essa regra nacional. É o caso de Fortaleza, que vem batendo seguidos recordes de geração de emprego e melhoria na renda.

Vamos iniciar o período eleitoral. É hora de analisar as propostas dos candidatos e colocar em primeiro lugar as políticas de emprego e renda. Os partidos devem compreender as inovações do mercado e as novas atividades que estão surgindo. Investir em parceria público-privada, microcrédito e qualificação tecnológica para os mais jovens. E o principal. Saber que não existe país forte e desenvolvido sem trabalhadores atuando com salários dignos e perspectivas de crescimento.

Deixe uma resposta

Compartilhe

VEJA OUTRAS NOTÍCIAS