Opinião

Orçamento do Brasil para 2021 está fora da lei, é peça de ficção e terá que ser revisto pelo Congresso Nacional – Roberto Moreira

Deputada Flávia Arruda (PL-DF), ministra da Secretaria de Governo, fez parte da estratégia (Foto: Alan Santos/ PR)

O senador Marcio Bittar, MDB, relator do Orçamento do Brasil, construiu , juntamente com membros da Comissão de Orçamento, formada por deputados e senadores, uma peça de ficção, ou um monstrengo. O senador passou por cima de leis, inventou emendas com valores acima do previsto e criou um parágrafo onde somente ele pode autorizar a liberação de recursos no valor global de R$ 30 bilhões, algo inimaginável. “Vou apresentar proposta para que esse dinheiro seja destinado ao Auxílio Emergencial que passaria de R$ 250 para R$ 400”, declarou o deputado federal e secretário de Planejamento do Ceará, Mauro Filho, especialista em orçamento. Mauro Filho considera orçamento a ser sancionado pelo presidente Bolsonaro “uma peça fora da Lei” pelos absurdos cometidos por técnicos do governo e parlamentares.

O orçamento da união na verdade foi um acordão liderado pelo centrão. O senador Rodrigo Pacheco e, principalmente o deputado Artur Lira, poderosos, deram as cartas. Tudo foi planejado, inclusive a indicação da deputada Flávia Arruda, PL, para ser a ordenadora da liberação dever- vos-eis ocupando a secretaria de Governo da presidência da república.

A casa caiu para os responsáveis pela elaboração do orçamento a partir da análise de técnicos do Tribunal de Contas da União que identificaram “atecnias” na peça orçamentária. O presidente Bolsonaro foi avisado e no Palácio do Planalto a assessoria jurídica enxergou no orçamento encaminhado uma armadilha para o presidente cometer crimes de responsabilidade e perder o mandato. O relator do orçamento , senador Marcio Bittar, se antecipou e pediu a Bolsonaro para vetar R$ 10 bilhões. No relatório técnico, os especialistas apontam muitos erros e artigos que estão fora da lei, como cortes na área de assistência social.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, uma espécie de mediador entre Bolsonaro e o mundo externo, já disse que “se tiver algo errado, será consertado”. A velha águia, deputado Artur Lura, presidente da Câmara dos Deputados, está calado.

Pela primeira vez o Brasil poderá ter um orçamento “revisto”. No país das trabalhadas, não será nenhuma novidade.

Sarto em defesa do serviço público

A situação de calamidade pública garante ao prefeito Sarto contratar profissionais sem concurso através de entidades para o combate ao Coronavirus. O prefeito optou por convocar classificados do último concurso realizado pela Prefeitura de Fortaleza. São médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, além de profissionais de suporte. A convocação é em caráter de urgência.

Antônio Henrique afinado

O presidente da Câmara de Fortaleza tem seu radar afinado com o aliados. Aprovou moção de apoio com mais de 30 vereadores se solidarizando com o governador Camilo Santana ameaçado de morte. Na semana passada se solidarizou com Ciro Gomes, investigado pela Polícia Federal por solicitação do presidente Bolsonaro. Antônio Henrique tem colocado com urgência todas as medidas solicitaras pelo prefeito José Sarto.

Camilo e os professores

O governador Camilo Santana honrou o compromisso ao nomear 1.250 professores no último dia do mês de março. Foram convocados todos os 2.500 aprovados no último concurso público. A educação é o carro-chefe do governo do Ceará. Kaylane Miranda, uma estudante de uma escola pública de Crateús é a campeã do Enem no Ceará. Ela poderia escolher fazer medicina, mas optou por enfermagem. Kaylane obteve 980 pontos dos mil pontos prováveis.

Eduardo Girão

O senador Eduardo Girão, Podemos, está aumentando o volume de críticas ao governo Camilo. Em Brasília, todos os deputados federais o apontam como candidato ao governo do Ceará em 2022. Girão foi eleito senador em 2018, tem mandato até 2026.

Cid Gomes: “o que mais faz falta um no Brasil hoje é governo”

Senador cearense bateu duro no presidente (Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado)

O senador Cid Gomes , PDT, abriu seu perfil nas redes sociais para cobrar mais vacinas. “No dia em que o Brasil bate um novo recorde de mortes, o Ministério da Saúde anuncia que teremos a metade de doses de vacinas prometidas para abril. Tudo fruto da incompetência e negacionismo de Bolsonaro. O que maus falta ao Brasil hoje é governo”, escreveu. Cid fez discurso ainda mais duro na sessão plenária do senado Federal.

 

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