Opinião

O custo político da pandemia faz nascer a esperança da aquisição da vacina. A única saída para salvar vidas – Roberto Moreira

A aquisição do imunizante deveria ter sido a prioridade desde o ano passado (Foto: Agência Brasil)

O Brasil está em frangalhos com a intensa força da pandemia de coronavírus. Em alta velocidade, estaremos atingindo, na virada do mês, a marca de 300 mil mortos pela Covid-19, um número expressivo demais para a geração dos processos de avanços tecnológicos capazes de superar tantas adversidades.

O novo sempre despertou perplexidade e resistência. Talvez, seja essa a tamanha dificuldade para a política encontrar a solução urgente desse cruel drama sanitário. A sociedade está indignada.

A classe política e empresários seguem batendo cabeça. Não veem que a única saída é a união de todos em um só propósito: a vacina, imunizar a população. Se a marcha seguir e caminharmos para dizimar a população, não teremos eleitores e consumidores para alimentar o sistema. A língua resiste porque é mole; os dentes cedem porque são duros, dizem os chineses. Tem muita lógica no provérbio.

O mundo inteiro reclama que é necessário produzir mais vacina. Os empresários, que realmente faturam nas crises, poderiam se associar ao Poder Público e construir grandes fábricas. O diabo é a ganância. Quem tem a fórmula da vacina não repassa. O homem se prostituiu pelo poder e o dinheiro.

A vacina é tudo para evitar que povos sejam dizimados pelo coronavírus. Não acredito em caridade Acredito em solidariedade. Caridade é tão vertical: vai de cima pra baixo. Solidariedade é horizontal: respeita e aprende com o outro. A maioria de nós tem muito o que aprender com as outras pessoas. Os homens que decidem poderiam abrir mão da vaidade extrema e o coração para a causa da salvação de vidas, esquecendo o poder político e a conta bancária.

A realidade, hoje, nos mostra um cenário onde prefeitos, governadores e o governo central sinalizam para um entendimento: a necessidade de adquirir o imunizante. Depois das trapalhadas, desfaçatez e irresponsabilidades, não se sabe onde comprar nem a quem comprar para entrega urgente. São duas mil mortes ao dia por conta da Covid-19.

A sobrevivência política está fazendo despertar a busca por uma solução. Ainda bem que gestores públicos e parlamentares se conscientizaram da responsabilidade que têm e estão buscando saídas. O que machuca é ver prefeitos, governadores e a presidência da República, só agora, em morna agonia e em situação desesperadora, propondo leis para compra de vacinas. O Brasil perdeu um ano no combate ao coronavírus, por conta de outra doença: o ódio na política. Uma variante do desequilíbrio mental que dividiu a Nação entre direita e esquerda.

A política nos mostra caminhos e ensinamentos. Quando você retribui o mal com o mal, você perde toda a razão. Retrucar só piora a briga. Se você agir de forma correta, terá a vantagem moral. Talvez, seja isso o que falta para selar o convencimento da necessidade de se unir para buscar a solução.

Pico da pandemia: versões diferentes

Segundo os governadores e prefeitos, estamos passando pelo pico da segunda onda do coronavírus, com 70 variantes, que deixam o vírus ainda mais forte. Desta vez, a decisão de promover o isolamento rígido mais radical foi em todo o país. O pessoal do governo federal encara a medida como movimento político para fazer pressão por recursos e desgastar o presidente Bolsonaro.

Camilo estuda pedido da Fecomércio

Está na grande mesa do Abolição, onde sentam médicos, infectologistas, representantes do Ministério Público federal e estadual , poder judiciário, Assembleia Legislativa e Prefeitura de Fortaleza, a proposta do presidente da Fecomércio, Maurício Filizola para fazer o comércio funcionar em horários diferenciados, evitando aglomerações em lojas e, principalmente, no transporte.

Cid cobra CPI para investigar a Covid-19 no Brasil

“Quantas pessoas precisarão morrer para ser instalada a CPI da Covid no Senado Federal? A pergunta do senador foi feita em plenário, após notícia da morte do colega Major Olímpio. “Os requisitos legais já foram preenchidos”, disse Cid , apontando que o Brasil caminha para a promoção do genocídio.

Vereadores de Fortaleza suspeitos e investigados

O Ministério Público do Ceará concluiu que vereadores de Fortaleza não defendem a população e, sim, entidades de classe. Pediu ao prefeito Sarto para ignorar propostas e sugestões de trocar do sistema de vacinação por comorbidade e idade por categoria profissional. Sarto vai seguir firme o propósito do Plano Nacional de Imunização.

Ivo Gomes: “o bispo de Sobral é fuxiqueiro”

O prefeito de Sobral, Ivo Gomes, entrou com reclamação, junto ao Ministério Público Federal, contra o bispo de Sobral, dom Vasconcelos. Ivo acusa a direção da Santa Casa e seus médicos de desvio de finalidade da unidade hospitalar e dos profissionais, por usarem verbas do SUS para construir e manter o hospital, ao mesmo tempo que cobram por consultas e cirurgias, inclusive, plásticas. “O bispo passa o dia no zap, fuxicando sobre esse assunto”, disparou Ivo Gomes.

Deixe uma resposta

Compartilhe

VEJA OUTRAS NOTÍCIAS