Opinião

O centrão destruiu a única reserva moral do governo Bolsonaro: o combate à corrupção que era compromisso de campanha – Roberto Moreira

O líder do centrão e presidende da Câmara, Arthur Lira (Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)

Nada é tão significativo quanto o discurso do general Augusto Heleno em 2018, ao saldar a provável vitória de Bolsonaro com o grito de independência, parodiando um samba que ficou eternizado pelo cantor Bezerra da Silva: “Se gritar pega centrão, não fica um meu irmão”, cantou, substituindo a palavra “ladrão”, da letra original, pelo nome dado ao grupo de partidos. Hoje, o Ministro Chefe do Gabinete Institucional é defensor do Centrão para manter vivo o amigo Bolsonaro cujo governo segue derretendo porque o próprio governo está se destruindo.

No centrão tem os que estão comendo, os que querem comer, os famintos e os que não conseguirão entrar no banquete. O deputado Ricardo Barros, PP-PR e Artur Lira, PP-AL, são as principais lideranças do momento que tocam os movimentos do centrão dentro do governo. O líder do centrão paranaense vai em busca de cargos e recursos, enquanto que Artur Lira protege Bolsonaro ao não colocar o impeachment e votar reformas capengas. Bolsonaro se tornou refém dessa turma, é lamentável.

As pesquisas realizadas pelo IPEC(ex-Ibope), DataFolha e Instituto Paraná, exibem os péssimos índices de desempenho do governo e a baixa popularidade de Bolsonaro. O presidente merecia melhor resultado de governo e até de popularidade. Ele tem feito esforço para se diferenciar dos demais líderes que passaram pelo planalto. O erro do presidente pode ter sido em sua assessoria, o exemplo claro foi ter sido contrário à forma de combater a pandemia. O mundo promoveu isolamento social, usou máscara e buscou a vacina. Bolsonaro foi em sentido contrário.

As 43 entidades que deram entrada no maior documento da história pedindo o impeachment do presidente Bolsonaro só fortaleceram o centrão e o presidente da câmara, Artur Lira, que disse não ter vocação “para esculhambar o Brasil”. Lira olha para o próprio estômago, onde cabe cargos, dinheiro e poder. Lira controla Bolsonaro e a oposição ou entidades o ajudam diariamente.

O outro beneficiado da pauta podre do diário da corrupção e do lamaçal é o ex-presidente Lula que lidera as pesquisas. Nas ruas, o povão e a classe média já afirmam abertamente: “ladrão por  ladrão,  fico com o Lula que rouba e faz”. Era tudo que a população não queria.

Nesse cenário de ruína na gestão pública e na ética política, cabe um fio de esperança. Bolsonaro precisa sacudir seu governo, comprando e liderando a companha de vacinação em massa de forma  urgente. Em Janeiro ser o líder de uma segunda campanha de vacinação em massa. Comandar o processo de retomada da economia, da educação e ser o primeiro brasileiro a retirar máscara, de forma legal, abraçando todo país.

Se seguir com sua tática de desafiar a lei, desrespeitar normas constitucionais, insistir em negar vacina, repudiar o uso de máscara, negar recursos para combater a Covid e plantar uma briga por dia, poderá sofrer uma derrota política jamais registrada na república. Só Bolsonaro pode salvar o governo Bolsonaro e o presidente Bolsonaro.

Sarto está no melhor momento

O prefeito José Sarto está vibrando e colocando toda sua energia no mandato. Trabalha 15 horas por dia, do nascer ao após por do sol, visitando obras, acompanhando vacinação e despachando no Paço Municipal. Sarto ainda tem tempo para a família, abraçando a mãe, filhos, netos e no tempinho de sobra reencontra o irmão, Elpidio, para tocar violão. É a liberdade!

“Não tem otário”

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (Foto: Agência Senado)

O senador Omar Aziz, presidente da CPI da COVID-19, olhou para o depoente, o lobista Luiz Paulo Dominguetti, e disparou: “aqui não tem otário”. O lobista corrupto, retrucou, “eu sei”. Todos riram. Dominguertti foi citando todo percurso que fez até chegar ao fechamento do negócio da venda de vacina da Covaxin com pagamento de propina. O negócio foi abortado por conta da denúncia do irmão do deputado Luiz Miranda, DEM-DF, que ficou fora do negócio, por isso denunciou. Assim funciona Brasília.

João Alfredo fora da política

O ex-deputado João Alfredo disse não ao comando do Psol do Ceará que o procurou para entrar na disputa em 2022. Segundo o correto deputado Renato Roseno,PSOL, João Alfredo disse que “está dando aula, terminando doutorado, cuidando dos netos e não pretende voltar agora”. João Alfredo faz falta na vida pública cearense.

Cid Gomes assinou a prorrogação da CPI

O senador Cid Gomes, assinou o requerimento que prorroga por mais 60 dias a CPI que investiga negligência e corrupção em relação a covid19 no âmbito do governo federal. “A omissão e o descaso estão evidentes. A corrupção descarada precisa ser punida”, escreveu Cid na sua página no Facebook.

Marcelão se isolando politicamente

O professor Marcelão prefeito de São Gonçalo do Amarante, administra hoje, um município que se pódios entre os mais ricos do Ceará. Marcelão não cumpriu acordos e vai se isolando. Aliados éticos, estão pulando fora do grupo que o elegeu. Marcelão está sendo investigado no processo que apura irregularidades na prestação de contas da campanha. Pode perder o mandato.

Matheus Góis terá o apoio do presidente do CODESSUL

No Sertão Central Sul, existe o CODESSUL, o consórcio que está transformando a região com conquistas de negócios para o campo, infraestrutura e implantação de empresas. Presidido pelo prefeito de Senador Pompeu, Maurício Pinheiro, o consórcio deve apoiar o candidato a prefeito de pedra Branca, Matheus Góis, um jovem empresário e empreendedor no município.

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