Opinião

Lideranças do PDT cearense preparam o aquecimento de suas bases no Interior – Edison Silva

Senador Cid Gomes é vice-presidente do partido no Estado (Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado)

O ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, já está com o seu escritório político instalado em prédio da Avenida Desembargador Moreira, onde começou a receber correligionários políticos e amigos, iniciando contatos relacionados à eleição do próximo ano. Roberto, como afirmou recentemente o senador Cid Gomes, uma das principais lideranças do PDT no Ceará, é hoje o nome mais credenciado para disputar o Governo do Estado, na sucessão do governador Camilo Santana, em 2022. Por isso, Roberto e Cid serão os principais protagonistas da caminhada pedetista por vários dos municípios cearenses até o próximo ano.

O deputado federal André Figueiredo, presidente estadual do PDT, e o senador Cid Gomes, vice-presidente, prepararam uma série de encontros no Interior do Estado, naturalmente para animar as bases partidárias, mesmo antes de conhecidas as normas legais definitivas norteadoras da eleição de 2022. Estas, como já esclarecido, terão de estar, até o primeiro dia de outubro, sancionadas, promulgadas (no caso de emendas à Constituição) e publicadas. No entendimento de alguns governistas, os encontros são mais que necessários, embora até o momento não estejam sentido fortes efeitos da mobilização de oposicionistas, como faz supor o noticiário das andanças do deputado Capitão Wagner (PROS).

De início, as reuniões dos pedetistas nos maiores municípios cearenses, a partir da próxima sexta-feira (10), no Município de Brejo Santo, naturalmente, também para evitar disputas internas quanto à escolha do candidato a governador do Estado, serão focadas na candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. Ele já fez alguns eventos, recentemente, a pretexto de falar para plateias determinadas sobre a economia nacional, onde estiveram presentes prefeitos e lideranças municipais. Mas, Ciro, como todos os demais candidatos a cargos de chefia de executivo, estadual ou federal, tem evitado dar conotação eminentemente política às reuniões de que participa, óbvio, para não infringir normas da Legislação Eleitoral.

Importância do Ceará para Ciro

O Ceará, embora não venha a ser o responsável direto pelo sucesso ou insucesso da disputa pela chefia do Executivo nacional, para Ciro é de uma significação muito especial, pois é sua base eleitoral. E o seu desempenho eleitoral no Estado tem uma influência grande na sucessão do governador Camilo Santana. Por isso, é importante para o PDT fortalecer, ao máximo, a candidatura de Ciro, para, no segundo momento, com a desenvoltura dos pretensos candidatos ao Governo do Estado, escolher o nome para disputar o lugar hoje ocupado por Camilo.

Mais dois no páreo

Roberto Cláudio, por várias razões, aparece como o mais viável postulante ao Abolição. Ele saiu bem avaliado, depois de oito anos como prefeito de Fortaleza, e tem o reconhecimento do comando pedetista local, após o resultado da eleição municipal que deu vitória ao prefeito José Sarto, de ser o principal eleitor do grupo governista na Capital cearense. Mas existem dois outros nomes: Mauro Filho e Zezinho Albuquerque, ambos com reconhecido trabalho junto a prefeitos e lideranças municipais, querendo o lugar de candidato. Os dois também gozam da mais irrestrita confiança do senador Cid, e do presidenciável Ciro Gomes, de fato os principais, para não dizermos os únicos responsáveis pela escolha do candidato à sucessão do governador.

Declarações fortaleceram ex-prefeito

Ex-gestor da Capital tem série de eventos agendados (Foto: Ascom/ PMF)

As declarações recentes do senador Cid Gomes, enaltecendo as qualidades e condições políticas de Roberto Cláudio como vantagens para uma candidatura a governador, animou a política cearense, robusteceu a pretensão do ex-prefeito, e de certa forma fragilizou os demais governistas com pretensões de chegar ao Abolição, mas, não foi além da animação. Tudo leva crer que o nome do candidato governista só será conhecido pouco tempo antes do momento da homologação das candidaturas, como determina o Calendário da Justiça Eleitoral, a não ser que em abril vindouro, quando Camilo deixar o Governo e a vice, Izolda Cela, for efetivada no cargo, surja algo novo. Este, o caso de Izolda ser candidata à reeleição. Inesperada situação para este momento.

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