Opinião

Governadores, STF e prefeitos assumiram o papel do governo federal na pandemia de Covid-19, conclui CPI do Senado Federal – Roberto Moreira


Cúpula do colegiado: conjunto da obra indiciou o presidente da República (Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado)

A CPI do Senado Federal, que apura o descaso do governo federal no combate a pandemia de covid-19, encerrou a fase de depoimentos. Agora, vai juntar os depoimentos e documentos para fazer o relatório. A peça já foi batizada de “obituário” do governo Bolsonaro. O presidente será acusado por genocídio e denunciado aos tribunais internacionais. No Brasil, o relatório será entregue ao Ministério Público e ao Supremo Tribunal Federal. O indiciamento do presidente será fatal para seus planos políticos. O desgaste será grande.

O senador Eduardo Girão anunciou um relatório paralelo para fazer contraponto ao documento oficial do Senado Federal. A ideia dos bolsonaristas é desqualificar o relatório que irá receber o carimbo da mais importante casa do parlamento brasileiro. Teremos uma batalha de narrativas. A tropa de choque do presidente Bolsonaro pretende evitar um possível pedido de impeachment e proteger a imagem do presidente do Brasil perante o mundo.

Os holofotes estarão direcionados para os senadores Omar Aziz e Renan Calheiros, os dois agentes públicos que exibiram à nação prestígio e coragem para enfrentar o poder do governo fedetal. O senador amazonense Omar Aziz preside a CPI da covid-19 e o senador alagoano Renan Calheiros é o relator. Calheiros é um político experiente, presidiu duas vezes o Senado, foi ministro da Justiça e opera com habilidade no Congresso Nacional.

Calheiros, como um pensador ou um promotor de justiça, conseguiu colocar 40 pessoas como investigados, inclusive o presidente da República, algo inédito na história republicana. Com frieza e paciência, Omar Aziz atingiu o alvo. Conseguiu abalar o gabinete do servidor Número 1 da nação. Bolsonaro terá que sair do seu quadrado e construir uma relação com os outros poderes para sobreviver.

A oposição ao presidente Bolsonaro vai engordar com o texto do relatório da CPI da covid-19. O documento vai ressaltar o papel do Supremo Tribunal Federal, dos governadores e prefeitos no combate ao Coronavirus, e sublinhar que o governo federal promoveu uma completa ação “negacionista” em relação a pandemia, como defender a contaminação de manada, medicamentos sem eficácia comprovada e não comprar vacina na hora certa.

As assinaturas dos integrantes da CPI da covid-19 no relatório final da comissão pode trazer de volta ao intestino do país um debate menos violento sobre o papel do estado estabelecido na Constituição brasileira, que é o princípio de cuidar das pessoas, independentemente se o governo for de direita ou esquerda. A CPI quer construir o obituário para os 600 mil mortos e o obituário de um presidente que se contrapõe ao atual modelo de país. Bolsonaro forçosamente terá que falar mais fino e baixo, procurar vozes que destratou e concordar com uma imprensa que não cria monstros nem planta crises.

Cid visitou sua obra maior para o turismo

O senador Cid Gomes participou da solenidade de abertura da convenção da ABAV para o turismo brasileiro. Visionário, Cid construiu o Centro de Eventos, o maior da América Latina. Hoje, o equipamento é o único que suporta receber as maiores feiras, convenções e eventos. Cid disse que o turismo “faz a economia do Ceará crescer”.

Evandro Leitão seguirá com sessões itinerantes

O presidente da Assembleia Legislativa, deoutado Evandro Leitão, levará a assembléia a outros municípios. As sessões itinerantes estão sendo solicitadas pelos deputados. Evandro Leitão está expandindo sua visibilidade e, ao mesmo tempo, fazendo o legislativo conferir de perto o drama da sociedade. A próxima cidade será definida em reunião da Mesa Diretora.

Chiquinho Feitosa será o líder do União Brasil no Ceará

O empresário Chiquinho Feitosa seguirá presidente do DEM no Ceará até a homologação da convenção conjunta que autorizou a fusão entre o DEM e o PSL para criar o União Brasil, partido que terá a maior bancada na Câmara dos Deputados e a maior participação no Fundo Partidário, quase R$ 500 milhões. Chiquinho Feitosa será candidato a deputado federal ou poderá participar da chapa majoritária.

Quem ganha com o preço absurdo dos combustíveis

Os deputados federais descobriram que os donos de postos lucram ate R$ 1 nos preços do óleo, álcool e gasolina. No botijão de gás metade fica para as empresas e revendedores dos bairros. O estado fica com 23% em média. Quem transporta fica com a fatia maior. Transportadores e donos de postos se aliaram a Bolsonaro e lucram o que jamais colocaram nas contas bancárias. O presidente da Câmara, Arthur Lira, ao ver os números se espantou e para não brigar com o presidente quer tirar 8% do ICMS dos estados. Pior, será inconstitucional.

Capitão Wagner foge da votação que convocou Paulo Guedes

Deputado do Pros é pré-candidato a governador (Foto: Gustavo Sales/ Câmara dos Deputados)

O deputado Capitão Wagner (PROS), que se diz independente, assumiu o bolsonarismo de vez, ao se abster de votar a favor da convocação do ministro Paulo Guedes, que administra uma fortuna pessoal em paraísos fiscais sem informar a Receita Federal. O ministro da Economia será sabatinado, terá que explicar a origem do dinheiro na qualidade de convocado. O ministro possui dólares no exterior que, na conversão em real, atinge R$ 52 milhões.

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