Opinião

Governadores contam com Auxílio Emergencial de R$ 600 para bancar subsídios e ajuda aos mais atingidos pela pandemia – Roberto Moreira

Socorro assistencial deverá começar a ser pago ainda em março (Foto: Divulgação/Agência Brasil)

A Câmara dos Deputados se reúne, nesta quarta-feira, para discutir e votar o Auxílio Emergencial de R$ 250 aprovado pelo Senado Federal. Não existe consenso entre os deputados sobre o valor, que representa pouco mais de um terço da primeira edição do auxílio.

Nesta nova etapa, o governo quer aportar cerca de R$ 40 bilhões, para atender as pessoas atingidas economicamente pela pandemia, cerca de 10% dos R$ 400 bilhões gastos em 2020. Os deputados consideram um esforço financeiro pequeno por parte do Erário federal, dada a proporção dos prejuízos causados pela pandemia aos trabalhadores informais.

Na outra ponta, governadores estão pressionando deputados para sugerir um auxílio emergencial com valor maior. Dentro dos seus estados, pretendem complementar o auxílio, bancando gás de cozinha, conta de água e luz, isenção de impostos. Para algumas categorias, recursos, como foi feito no Ceará, onde Camilo Santana decidiu que o Estado pagaria R$ 1 mil, em duas parcelas, ao pessoal de eventos.

Outra situação que deixa os deputados desconfortáveis é o número de parcelas. Os parlamentares têm convicção de que a pandemia se arrastará por mais de quatro meses, podendo a temporada de pico da doença se estender até dezembro e, consequentemente, atingindo toda a economia. Talvez, estender o prazo seja uma saída para satisfazer o direcionamento político de aprovação da PEC do Auxílio Emergencial.

O desencontro entre o governo federal e os governos estaduais, mais uma vez, causa dificuldades. O Congresso Nacional poderia estar votando um projeto que incluísse todos os interesses da população vulnerável, mas o remédio a ser aplicado, novamente, é paliativo.

A semana política em Brasília está tensa. Falta de vacina, pandemia sem controle, STF anulando processos da Lava Jato e o presidente Bolsonaro tentando comprar um spray para Covid-19 que ainda nem saiu da primeira fase das pesquisas. O Brasil precisa buscar saídas para seus problemas mais urgentes, sem traumas.

ZPE Ceará será fortalecida

O governador Camilo Santana decidiu aumentar a força da ZPE, para atrair mais empresas, gerando riqueza e empregos. A nova gestão, que vai assumir, tem os nomes mais influentes do Ceará em captação de negócios.

Evandro em alta com feminismo

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Evandro Leitão, fortaleceu a participação das mulheres no legislativo. Além de comissões técnicas, ocuparão a presidência de comissões especiais.

Ciro Gomes profetizou

O ex-ministro Ciro Gomes disse, em 2019, que os processos contra o ex-presidente Lula seriam anulados. Também, frisou que o juiz Sérgio Moro atuava como um ditador, passando por cima dos código civil e penal, e havia se transformado em politiqueiro, perseguindo o ex-presidente Lula. Ciro, agora, avisou que a liberação de Lula, com o fim dos processos, não mudará sua posição contra o lulopetismo. “Com essa turma, não vou”, disse o pré-candidato do PDT.

Tiroteio político em Juazeiro do Norte

A briga política entre o prefeito de Juazeiro do Norte, Gledson Bezerra, e a Câmara de Vereadores está em ritmo acelerado. Ele foi, por 12 anos, vereador e sabe bem o poder do legislativo para inviabilizar gestões municipais. Na Terra do Padre Cícero, os prefeitos não conseguem governar.

Furioso e agressivo

Ministro Gilmar preside 2ª Turna do STF (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O ministro do STF, Gilmar Mendes, não perdoa a turma da Lava Jato de Curitiba, a qual considera uma organização criminosa. Ele quer, além da suspeição do juiz Sérgio Moro, responsabilização criminal. Trocando em miúdos, Gilmar Mendes, que era atacado como bandido pelo pessoal de Curitiba, quer o julgamento de todos eles, por crimes de responsabilidade. O placar de 2 a 2 mostra que não existe consenso sobre a punição ou não de Sérgio Moro. Uma derrota de Mendes pode criar uma crise no STF e a derrota de Moro uma revolta em parte do judiciário.

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