Opinião

Futuro e ecossistema de pagamentos

Por
Ana Barbosa

O ano de 2020 foi repleto de novidades no ecossistema de pagamentos do Brasil. Desde o Open Banking até o PIX, o BACEN abraçou as inovações tecnológicas, e trouxe para a pandemia a realidade da substituição do papel moeda por tecnologias eficazes. Agora o consumidor pode fazer em um clique, o que ele passaria longas horas em filas nas agências para concluir – ou não.

Tendo início com o anúncio do Open Banking (ou “Banco Aberto”), que traz a portabilidade de dados bancários permitindo que os clientes possam levar o “histórico” de suas transações de um banco para outros, o BACEN dá a largada para a concorrência entre instituições financeiras assim melhorando os créditos e as taxas para os consumidores. Ressalte-se que a previsão da conclusão de sua implementação é de até o final de 2021.

O PIX, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, que permite o envio e recebimento de dinheiro 24 horas por dia sem taxas adicionais e sem burocracia, foi tão bem aceito pela população, que está substituindo até outras formas de pagamento.

Já em 2021, mais uma das inovações anunciadas será o pagamento através de WhatsApp, que prevê a transferência pelo chat sem a necessidade de acesso ao aplicativo do Banco, inicialmente entre pessoas físicas. As transações autorizadas envolvem, por enquanto, as empresas Visa e Mastercard no Brasil.

Não podemos esquecer do 5G e da internet das coisas (IOT), que maximizará a comunicação dos dispositivos móveis, atualmente a forma mais utilizada pelos Brasileiros de interação com as instituições financeiras e com o mundo.

O Futuro está acontecendo. Hoje é possível prever robôs para assistência nas transações financeiras, caixas remotos e sensores inteligentes. Os bancos já apostam na chamada Automação Robótica de Processos (RPA, na sigla em inglês), que colaboram para a diminuição das tarefas repetitivas aumentando assim a produtividade e por conseguinte a satisfação do cliente. Agora quem sai ganhando é o consumidor que terá a possibilidade de usufruir de mais benesses que prejuízos.

Ana Carolina Barbosa é presidente da Comissão de Direito Bancário da OAB-CE

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