Opinião

Eleições: as estratégias dos principais candidatos à sucessão de Roberto Cláudio – Erivaldo Carvalho

Com candidaturas e alianças finalizadas nesta quarta-feira (16), último dia para convenções partidárias, já é possível perceber as linhas gerais que nortearão as estratégias eleitorais dos principais grupos políticos que disputarão a sucessão do prefeito Roberto Cláudio (PDT). Isso porque, para cada cenário, impõe-se uma leitura diferente do jogo. Eis o ponto: o desfecho das coligações e apoios surpreendeu, por um lado, e frustrou, por outro. E, assim como na guerra, perfil, armas e moral da tropa do adversário político são o que decidem as táticas no ataque e os métodos de defesa.

Forte nas redes sociais, mas com pouca força partidária e irrisório tempo no rádio e TV – resultado de negociações muito aquém do que esperava -, o candidato Capitão Wagner (Pros) deve jogar muitas de suas fichas no ambiente on-line. Também explorará a empatia e o carisma pessoais, desenvolvidos ao longo dos últimos anos. Do outro lado do ringue, com atributos diferentes do concorrente do Pros, o candidato José Sarto (PDT) deverá vincular-se, fortemente, aos legados da atual gestão e defesa de continuidade, e contar com depoimentos de aliados de sua robusta base de apoio.

Isolada, Luizianne vai  epender muito de si
Se o desfecho não foi o idealizado por Capitão Wagner, o mesmo pode ser dito sobre Luizianne Lins. Depois de muitos impasses internos e externos, o PT vai de chapa pura em 2020 – isso não aconteceu nem em 2004, quando ela foi eleita contra tudo e todos. Resultado: a deputada federal, isolada, politicamente, vai depender muito da força dela mesma para se tornar competitiva, ao longo do processo. E ainda terá de enfrentar um fenômeno que veio à tona, nos últimos dias: o antiluiziannismo no próprio partido.

De assédio para vice a aliado do MDB
Outro que contará com a própria reputação pública nesta disputa pela Prefeitura da Capital é Heitor Férrer (SD) que, em mais de uma oportunidade, rejeitou convite para ser candidato a vice. Mas isso não seria o suficiente. Por isso, fechou apoio de Eunício Oliveira, com seu MDB – sigla com fatia expressiva de tempo no rádio e TV.

Valores familiares e alvos preferenciais
Filiado ao ex-nanico PSL – ex-partido do presidente Jair Bolsonaro –, o candidato Heitor Freire, assumidamente de direita, deve investir pesado na retórica dos valores familiares conservadores e cristãos. Na artilharia do deputado federal, também deverão estar ataques a dois de seus alvos preferenciais: cirismo e petismo.

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