Opinião

CPI quer saber por que o ex-ministro da saúde Eduardo Pazuello deixou de comprar a vacina – Roberto Moreira

O ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, deporá nesta quarta (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

O ex-ministro Eduardo Pazuello está promovendo manobras para não abrir o bico e contar toda a verdade sobre sua passagem pelo ministério da Saúde.  O general que não conhecia nada do tema Coronavírus e saúde foi parar no ministério como tendo recebido uma “missão” do presidente Jair Bolsonaro, o capitão que ocupa o Palácio do Planalto.  Pazuello foi um fracasso como ocupante do cargo. “Ele foi mal escalado”, disse o general Mourão, vice-presidente da república e general de 4 estejas, superior de Pazuello, um general de divisão.

O depoimento desta quarta-feira, 19, do ex-ministro Pazuello pode ser esclarecedor para a sociedade brasileira. A população quer saber por que ele não comprou vacinas para imunizar os brasileiros. Só essa explicação será suficiente para justificar o pesadelo enfrentado por ele, seus amigos do Palácio do Planalto e a sociedade do nosso país que está implorando por vacina todos os dias.

É de fazer dó o castigo imposto ao Brasil pelos fornecedores de vacina. Ficamos com a sobra. A vacina da China, ou do Dória, rejeitada por Pazuello e Bolsonaro, salvou o Brasil e está salvando brasileiros. A Coronavac imunizou a sofrida população, angustiada, que luta contra a Covid 19 para viver.

Um homem público, como o general Pazuello, pago pelo imposto recolhido do contribuinte jamais poderia ter virado as costas para a pátria. Nada é tão ridículo quanto o momento exibido para a nação quando Pazuello, justificando a negativa da vacina afirma: “ele manda, eu obedeço”, olhando para o presidente Bolsonaro. O preço político do descaso vai chegar. O vice-presidente Mourão numa referência clara de crítica ao companheiro de farda e patente foi curto e grosso: “ele não deve vestir farda, deve ir como civil e falar a verdade”. Mourão fez um gesto mostrando que o exército não aprova e não aprovou a conduta de Pazuello.

Em vez de buscar vacina, comprar, construir relações com países fornecedores, o governo brasileiro continua tropeçando, criando dificuldades. O novo chanceler, Carlos Alberto França, conseguiu restabelecer canais. Até o presidente foi convencido para nas falar mal de países parceiros, mas estraga tudo em nome de uma vontade política de defender o contágio de rebanho e desprezar a China, o país que detém a maior produção do imunizante contra a Covid 19 no planeta.

A CPI da Covid 19 é vista pelo presidente Bolsonaro como uma vitrine para destruir seu governo e lhe arrancar da cadeira do Palácio do Planalto. Uma fantasiosa retórica para estimular os guerrilheiros de ultra direita. A CPI busca a verdade. O embate político é natural. Cremosos não querem ver seus malfeitos descobertos, seus atos publicitados. O estrago foi feito ao permitirem a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito.  Uma coisa o brasileiro já percebeu: após a instalação da CPI , compraram a vacina da Pfizer e o país está próximo de comprar a vacina Sputnik V.

Tasso Jereissati e suas impressões

O senador Tasso Jereissati é claro e objetivo nas suas opiniões. Ele está convencido que vivemos um momento difícil da trajetória política e de gestão pública no âmbito federal. Jereissati tem convicção que Bolsonaro não tem condições de permanecer no cargo. O pior: não enxerga um substituto nos atuais nomes lançados para unir a nação. O PSDB quer colocá-lo na disputa. Ele até agora de forma discreta coloca um não, mas em política tudo é possível.

O desafiador coeficiente eleitoral

Os partidos se movimentam para definir filiações de peso para as eleições proporcionais. Com o desafio de ter cerca de 200 mil votos para eleger o 1º deputado federal numa chapa, presidentes de partidos trabalham para atrair nomes de peso. Só os grandes partidos podem sobreviver em 2022.

O preço do baião de dois

Os parlamentares que fazem parte da Comissão de Defesa do Consumidor da Canadá dos Deputados, estão iniciando trabalho de investigação para saber porque o preço do quilo do feijão e do arroz está chegando aos R$ 10. Os produtores dizem que é coisa da lei da oferta e da procura. Os parlamentares identificaram 150% de aumento em dois anos. Na Europa, o quilo do arroz não custa um euro, menos de seis reais.

Evandro Leitão impressionado

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Evandro Leitão, está impressionado com a procura por cestas básicas. Leitão criou o Pacto Ceará Contra a Fome, onde a Assembleia Legislativa distribuirá cerca de 10 mil cestas de alimentos por mês. É o maior projeto de socorro a comunidades da história do legislativo estadual.

Passagem aérea para Juazeiro do Norte chega aos R$ 3 mil

Os deputados estaduais com base na região do Cariri reclamam do preço da passagem aérea entre Fortaleza e Juazeiro do Norte que chegou aos R$ 3 mil. Pior: o voo tem escala em Recife ou São Paulo. As empresas Gol e Azul que operam para o Cariri não explicam a razão da alta dos preços. Tem parlamentar fazendo a viagem de carro.

Deputado Zé Airton quer ser candidato ao governo do Ceará pelo PT

Deputado federal já disputou Executivo Estadual em 2002 (Foto: Gustavo Bezerra/ Divulgação)

O deputado Federal José Airton Cirilo, colocou seu nome a disposição do PT nacional para ser candidato a governador do Ceará em 2022. O petista conversou com o ex-presidente Lula sobre montar o palanque petista no estado. Zé Airton foi candidato ao governo do Ceará em 2002, sendo derrotado no 2º turno por Lúcio Alcântara por uma pequena diferença de 3 mil votos.

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