Opinião

Camilo segue em busca da compra de vacina através de diálogo com o governo e ações na justiça – Roberto Moreira

Estado recebeu cerca de 20 lotes do imunizante, via Ministério da Saúde (Foto: Tatiana Fortes/ GE)

Uma declaração do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, chocou o Brasil. Segundo Mourão a nomeação do general Pazuello para ministro da saúde “foi um risco”. O depoimento é uma demonstração clara da insatisfação dos militares de alta patente com o presidente Bolsonaro por jogar aos leões um general da ativa.

O general Pazuello não tinha uma só chance de se sair bem na missão de comandar a área da saúde por desconhecer completamente administração hospitalar e gestão de saúde. Foi para o cargo porque era um general obediente ao presidente e as missões que recebe. Deu tudo errado.

O Congresso Nacional quer ouvir o general da ativa Eduardo Pazuello na CPI da Covid. Mourão sugeriu ao colega para ir em trajes civis e não falar do exército em seu depoimento. “Ele foi para o ministério como civil e não militar”, pontuou o general para esquivar o exército da tragédia da gestão Pazuello na saúde. Missão difícil porque o presidente Bolsonaro manobra para garantir muita mídia sobre o depoimento do ex-ministro.

A desarrumação promovida por Pazuello na saúde causou estragos irreparáveis. A pior delas foi não comprar vacinas. Uma irreparável decisão que está levando o Brasil a ser uma nação onde a população está exposta ao Coronavírus sem proteção do imunizante.

O governador Camilo Santana está dialogando com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para convencer o governo a liberar os governadores e prefeitos das garras do presidente Bolsonaro e das amarras do Ministério da Saúde através do Plano Nacional de Imunização, para comprar vacinas. O presidente da República não aceita a proposta. Bolsonaro, mesmo negando a vacinação, impondo um racionamento perverso, quer aparecer em 2022 como o governante que vacinou o Brasil.

O governador Camilo Santana em outra ponta espera nos próximos dias uma decisão do Supremo Tribunal Federal liberando a compra de vacinas em laboratórios com registros na Anvisa. Para os governadores é a única forma de salvar vidas e sobreviverem sem o resgate ao lado do já desgastado governo Bolsonaro.

Evandro sugeriu e plenário aprovou

De iniciativa da Mesa Diretora, foi aprovado projeto que autoriza a Assembleia Legislativa a adquirir e distribuir cestas básicas a famílias em situação de maior vulnerabilidade social, enquanto perdurar o estado de calamidade pública decretado em razão da pandemia de covid-19 nos municípios cearenses. As cestas doadas ao projeto Pactos contra a Fome, foram entregues aos moradores das favelas aos arredores da assembleia pelo deputado Evandro Leitão e membros da mesa diretora.

Prefeito vai perder mandato

Apesar do esforço correto de tentar salvar seu mandato, no meio jurídico, é dado como indefensável a sentença da justiça eleitoral por abuso econômico que cassou o prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra. Se a Câmara Municipal não lhe tirar o mandato, o TRE está pronto para confirmar a sentença do juiz Giacumuzaccara Leite Campos. Glêdson usou helicóptero para mandar rosas e santinhos da sua candidatura e não colocou na prestação de contas.

Novo Polo Calçadista será no Sertão Central

O presidente do CODESSUL, prefeito Maurício Pinheiro, entregou ao ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, o projeto de instalação do Pólo Calçadista do Sertão Central. Maurição consegue as empresas, o governo federal entra com infraestrutura e recursos para treinamento.

Retomada na construção civil

Tramita na Prefeitura de Fortaleza 98 projetos da construção civil. Em Aquiraz e Eusébio tem 65 projetos. São edifícios, hotéis e residenciais.

Ciro denuncia cortes nas federais

Pedetista é pré-candidato ao Planalto (Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)

Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência da República, adverte sobre encerramento de atividades de universidades públicas por falta de verbas através de cortes do MEC. “O governo genocida, quer matar também as universidades federais e os hospitais universitários cortando verbas de ensino, pesquisa e extensão. Com os cortes deste ano, o orçamento fi cou igual ao de 30 anos atrás”, detonou Ciro.

 

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