Opinião

Camilo combate o coronavírus e outra grave praga: as fake news – Roberto Moreira

Chefe do Executivo Estadual atua em várias frentes, inclusive na desmontagem de boataria (Foto: Ascom/Casa Civil/Governo do Estado)

A primeira semana de isolamento mais rígido não foi fácil. A travessia exigiu ações fortes da fiscalização e posições enérgicas do governador Camilo Santana, em relação às mentiras, lançadas nas redes sociais, sobre um possível lockdown total, com fechamento de supermercados, suspensão do transporte público e outros serviços essenciais, como entregas em domicílio. Sem falar nos alertas sobre possível falta de oxigênio.

Por falar nisso, o governo entrou em ação para socorrer prefeituras no abastecimento. A solução foi encontrada em questão de horas. Associação dos Prefeitos do Ceará (Aprece) levou o problema ao governador, que resolveu a questão. O Ceará é um dos maiores produtores de oxigênio do país. A operação por cilindros exige capatazia, movimentação e grandes deslocamentos de cilindros, o que torna o serviço lento. Com a entrada em ação de técnicos, foi possível equacionar o problema. O oxigênio é a principal matéria prima de uma UTI.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil está atravessando o pico da segunda onda do coronavírus, agora, com novas variantes e multidões de infectados, onde surgiu mais forte e com o agravante de ser ainda mais letal. Sem a vacina, a população fica mais exposta ao vírus e seus riscos. Por isso, o isolamento rígido.

O ataque dos promotores de fake news segue. O governo agiu rápido, para desmontar a onda de boatos sobre o completo fechamento do comércio e dos serviços. O governador Camilo Santana fez pronunciamento, negando a possibilidade de promover um completo lockdown.

Além das fake news, o governo do Ceará ainda está envolvido no plano de aquisição da vacina russa, a Sputinik V. O negócio foi praticamente fechado. O Ceará terá seis milhões de doses, pagas com o dinheiro do contribuinte. Os especialistas não enxergam outra saída para conter o vírus.

Na semana tensa, também, surgiu um marcante fato político: a troca do ministro da Saúde. Um nordestino, da Paraíba, foi escolhido para substituir o general Pazuello, abatido pela base política do governo, o centrão. Ele saiu desgastado, debilitando ainda mais a imagem do presidente Bolsonaro. Marcelo Queiroga já entrou em cena, mas oficialmente Pazuello continua no cargo, até que seja exonerado pelo presidente e o ato de nomeação publicado no Diário Oficial.

A temporada não está sendo fácil para governadores, prefeitos e o governo federal. Estamos assistindo a temporada de ajustes políticos, para se chegar ao denominador comum que é a compra urgente de vacinas para imunizar os brasileiros. O ministro Paulo Guedes sinalizou, claramente, que os tempos duros se foram, ao declarar que o dinheiro para comprar vacinas está liberado. A semana termina com a palavra chave em alta: esperança.

Maurição

Presidente do Consórcio de Desenvolvimento do Sertão Central, o prefeito colocou a região na Rota do Leite. Uma fábrica de leite em pó será instalada em Senador Pompeu. A indústria vai comprar toda produção dos oito municípios da região.

Efeito pesquisa

O presidente Bolsonaro está mais aberto para dialogar sobre combate ao coronavírus. Com Lula liderando as pesquisas, o presidente apareceu abatido. Pior: em provável segundo turno, ele seria derrotado por Lula e Ciro, segundo o Datafolha.

Corajoso Valim

O prefeito de Caucaia usou o poder para resolver de vez o problema da crise de oxigênio no seu município. Havia tempo que não era encontrada a solução. Valim assumiu a empresa que abastecia o município, numa intervenção administrativa inédita no país. Os donos não reclamaram. Uma equipe foi escalada pelo prefeito para resolver os problemas e restabelecer o abastecimento.

Cid diz que governo Bolsonaro é “perverso”

O senador Cid Gomes se revoltou contra o líder do governo Bolsonaro na Câmara Federal, deputado Ricardo Barros, que declarou: “A situação não é tão crítica, é até confortável”. Ele fazia alusão ao coronavírus. Cid retrucou: “Nesse governo sanguinário, a estupefez não tem limites”. Cid trabalha para o governo indenizar profissionais da saúde e da educação impactados pelo coronavírus.

Jogada política

AJ Albuquerque preside o Partido Progressista no Ceará (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

A filiação de deputados estaduais ao PP não altera a base do governo Camilo Santana na Assembleia Legislativa. O deputado Audic Mota, que está deixando o PSB, e o deputado Duquinha, que se despede do PDT, serão governo no Ceará e em Brasília. O PP é a principal legenda do centrão, o grupo que está mantendo vivo o governo Bolsonaro. O presidente do PP no Ceará, deputado federal AJ Albuquerque, tem portas escancaradas nos ministérios.

 

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