Opinião

Bananada – Totonho Laprovitera

A Joseoly Moreira.

“Escorrego em casca de banana, na certa, é tiro e queda!” (Sitônio da Parangaba)

O homem começou a plantar bananas na Ásia. A palavra banana se origina da África e, ajeitada pelos portugueses e espanhóis, passou a ser usada até na língua inglesa.

Agora, diz o pai dos burros que bananada é uma “pessoa bagunçada, distraída, incapaz de cumprir suas tarefas no serviço; sapato velho e surrado; doce feito com polpa de banana e açúcar, com ou sem água; vitamina com banana, leite, água e açúcar, muito boa para se merendar.

Receita de bananada.

Ingredientes: banana; leite; água; açúcar.

Preparo: Em um liquidificador, junte a banana e o leite. Bata até a banana se desmanchar. Derrame água e açúcar. Bata bem a mistura e assim que ela ficar grossa, sirva imediatamente!

Sobre bananada, durante as décadas de 50 e 60, em Fortaleza, no Abrigo Central, a casa de merendas do famoso Pedão da Bananada fazia o maior sucesso.

Figura das mais conhecidas da Cidade, o graúdo Pedão só trajava branco e era ardoroso torcedor do time do Ceará. Aliás, frequentemente ele trocava insultos com Bodinho, torcedor do Fortaleza, que possuía uma banca de revistas na Praça do Ferreira. O motivo era o mesmo de sempre: Bodinho entrava no Abrigo Central, seguia direto ao box do Pedão, e começava a gritaria. Parecia até que iam se matar, mas logo ficavam brincando um com o outro. E mangando do burburinho, tome vaia dos fuleragens de plantão! Pois é, os dois sabiam fazer a diferença entre a amizade esportiva e a pessoal.

Além das brigas por futebol, as apostas eram atração do box do Pedão. Bastava cada um dizer a sua teima e pronto: Pedão pegava um lápis da ponta mal feita, anotava em uma velha caderneta a disputa e casava o dinheiro.

Mas resolveram demolir o Abrigo Central e o comerciante, famoso às custas de muito trabalho, foi um dos mais prejudicados. Com o fim do equipamento, em 1967, Pedão ficou sem chão. Foi embora para São Luiz do Maranhão, não deu certo, voltou para Fortaleza e terminou arranjado em um pequeno balcão à porta de um cartório, vendendo cigarros.

Vexado na vida e largado da saúde, faleceu em 1984.

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