Opinião

As trapalhadas do governo Bolsonaro não abalam a democracia – só fortalecem – Roberto Moreira

A prioridade do presidente deveria ser melhorar a gestão para reduzir a rejeição (Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)

O Brasil já atravessou temporadas piores que essa quadra vivida nos tempos do governo Bolsonaro. O país suportou as privatizações imorais do governo FHC que vendeu as maiores empresas do país a preço de “bananas” e com compradores pagando com dinheiro público do BNDES. Passamos na era Collor com o seu PC Farias, a Lava Jato nos Governos de Lula e Dilma que fez eclodir a maior roubalheira contra o erário. Civis e militares observaram tudo, a justiça cumpriu seu papel e os tribunais continuam julgando criminosos do colarinho branco.

O presidente da república pode demitir, exonerar e nomear. É rotina de qualquer governo, principalmente numa gestão tumultuada e ideologicamente radical como a de Bolsonaro. Os ministros são obrigados a seguir os desejos do presidente e não um plano de governo. O desgaste é previsto e o insucesso iminente. Bolsonaro pode encerrar seu mandato ao lado do zero um, zero dois, zero três e zero quatro, se mantiver o processo suicida que seu cérebro comanda. Poderá ser resgatado se passar a ouvir e abrir a mente para um projeto de governo para a final da gestão, podendo sonhar com sua reeleição.

Primeiro, o presidente numa nova etapa terá que vencer a rejeição. As pesquisas lhe colocam 68% de rejeição. 32% conservam seu governo bom e regular.

A travessia de um governo de gabinete para um governo de coalizão como está sendo construída a gestão Bolsonaro para um ano e oito meses antes do fim do mandato será difícil. O centrão não passa na cartilha dos militares, pilar do ideário do governo direitista de Bolsonaro. Outro entrave são os filhos do presidente que não aceitam mexer nos seus protegidos. As barreiras construídas por empresários também podem atrapalhar a montagem do novo gabinete.

O governo de direita no Brasil é um fato político novo, apesar da sociedade ter votado em Bolsonaro, foi sendo construído um perfil direitista radical que surpreendeu o próprio eleitor bolsonarista, gerando a radicalização dos princípios ideológicos e valores entre campos socialistas e defensores do capitalismo. A maior ameaça ao Brasil e suas instituições é a Covid-19 que gera o coronavírus, um inimigo cruel. O governo Bolsonaro não é uma ameaça à democracia, talvez a escada para oportunistas defenderem a tese de golpe seja civil ou militar, mais nada, ficarão amargando um retrocesso e frustrações.

Genocida e psicopata

Ciro Gomes, ex-ministro e pré-candidato a presidente pelo PDT em 2022, na sua petição onde pede a interdição do presidente Bolsonaro, escreveu que o homem que governa o Brasil é psicopata e genocida. “O mundo já sabe que ele é. O STF e o Congresso precisam detê-lo”, escreveu nas redes.

Contraponto a Ciro Gomes

Na sua carta, onde pede demissão, o ex-ministro Ernesto Araújo afirma que o governo Bolsonaro é “inovador” e trata o presidente como “chefe querido”, desmontando teses na qual colocam Bolsonaro como um louco, contra a vacina e negacionista ao coronavírus.

Lula em entrevista à imprensa chinesa ataca elite brasileira

“Eu cometi o ‘crime’ de acreditar de que era possível construir um outro país, um país com crescimento, com distribuição de riqueza, com geração de emprego, com investimento na educação, com investimento na saúde. Então, eles acharam que um ‘criminoso’ que faz tudo isso não pode voltar a governar, porque a elite brasileira ainda tem a cabeça na escravidão”, exclamou Lula.

Eduardo Neves será presidente da ZPE Ceará

Eduardo Neves deixou a presidência da ADECE, a Agência de Desenvolvimento do Ceará, há um mês, e aguardava novas orientações do governo Camilo Santana. O secretário da Casa Civil comunicou a decisão do governador de nomear Eduardo Neves para presidir a ZPE Ceará, grande aposta do governo Camilo para acelerar o crescimento da economia cearense, aumentando o PIB e a geração de empregos. Eduardo Neves é especialista em atração e captação de novos negócios, principalmente nas áreas da indústria, comércio e serviços.

Domingos Filho decidiu disputar a eleição de 2022

Voltar à Assembleia
também está nos planos (Foto: Divulgação)

O conselheiro em disponibilidade do Tribunal de Contas do Ceará, Domingos Filho, decidiu disputar a eleição de 2022. Está se movendo para conseguir vaga na chapa majoritária que deve ser liderada pelo PDT. Caso não consiga na chapa governista, tem como opção a oposição ou a vaga na Assembleia Legislativa que era ocupada por Patrícia Aguiar.

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