Opinião

Articulações para sucessão presidencial e nos estados ocorrem mesmo com pandemia – Roberto Moreira

Manejo da pandemia será divisor no governo Bolsonaro em 2022 (Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)

A alta temperatura política no Brasil evidencia claramente uma pauta além da pandemia, a sucessão de Bolsonaro e dos governadores. A disputa por territórios partidários é o motivo da elevação do tom dos discursos. A pandemia esconde um pouco a efervescente disputa por controle de partidos e lideranças. Mas os movimentos, se bem avaliados, deixam claro o assédio para conseguir apoios e mover a opinião pública para se juntar aos que apresentam teses de encaminhamento ao populismo, independentemente de ideologia.

O presidente Bolsonaro todos os dias deixa claro que o seu palanque está armado. Além da direita tradicional, conquistou radicais e, numa jogada mais ousada quer conquistar o centrão, maior agrupamento de partidos de centro e centro direita do país. Numa tacada só , Bolsonaro quer ter o capital de oito partidos que sempre caminham ao lago do poder, não importando se o governante de plantão é de direita ou de esquerda. Estão sempre no poder.

Lula que entrou novamente no jogo político, fez alteração no cenário federal e nos estados. O ex-presidente tem um cartel invejável. Domina o Nordeste, tem forte cartel eleitoral no sul e Sudeste, principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo. Lula está com um discurso afinado propondo socorrer os atingidos economicamente pela Covid, além de estar tentando abrir portas para o Brasil conseguir vacinas. Lula já lidera as pesquisas para suceder Bolsonaro.

O campo da centro esquerda, Ciro Gomes abriu espaço. Estrategicamente se posiciona há dois anos como um anti-Lula e anti-Bolsonaro. Construiu um amplo campo para debater com o eleitor decepcionado com o atual presidente e o líder do PT. Ciro considera ambos criminosos políticos. “Bolsonaro é um genocida e Lula enfiou o Brasil no buraco”, exalta Ciro em toda oportunidade que surge para falar sobre o Brasil.

Nos estados, governadores em 1º mandato sabem que o insucesso no combate ao Coronavírus significa fim do sonho da reeleição. Por isso a opção natural do isolamento rígido a uma aposta de liberar em manada, correndo risco de mergulhar na impopularidade causada por cadáveres espalhamos nas esquinas e portas de hospitais.

A pandemia é a pauta da sucessão de 2022. Será uma testagem para todos que pretendem se manter ou conquistar o poder. Será o acerto de contas e Covid-19 estará produzindo vítimas políticas.

A 1ª Polícia Municipal

O prefeito de Caucaia, Vitor Valim, terá a 1ª Polícia Municipal do Brasil, caso sancione projeto aprovado pela Câmara de Vereadores de Caucaia. Valim está estudando os prós e contras do projeto e sua real constitucionalidade. Valim é simpático ao projeto, por oferecer mais um time de combate à violência.

Semana quente na política

Os deputados e e senadores consideram grave a ida do senador do centrão e relator do Orçamento da União , Márcio Bittar, para pedir corte de R$ 10 milhões nas emendar parlamentares. Bittar colocou uma cláusula onde apenas ele pode autorizar liberações no valor de R$ 30 bilhões. O governo quer vetar todo o orçamento.

Generais

Escrevi aqui que a tensão das trapalhadas do presidente Bolsonaro não abalariam a democracia. O vice presidente general Mourão afirmou que os militares seguirão defendendo e cumprindo a constituição. “O presidente nomeia e demite seus assessores na grã que quiser”, disse Mourão. Sua declaração irritou Bolsonaro.

Dinheirão

O governador Camilo Santana decidiu repassar a micro e pequenas empresas cerca de R$ 100 milhões em 2021. A Adece vai construir o caminho para os beneficiados acessarem rápido o dinheiro. O Ceará é o primeiro estado a socorrer financeiramente os mais atingidos pela Covid-19.

Mauro Filho e o preço da gasolina

Titular da Seplag é professor de economia (Foto: Máximo Moura/ AL-CE)

Para o Deputado Federal e Secretário de Planejamento do Ceará, Mauro Filho, o preço do combustível está sendo reajustado de forma sistêmica e cruel, por conta de erro de gestão da Petrobras. Antes de indexar o preço do combustível ao dólar, o Brasil tinha preço baixo pelo litro de combustível. Mauro Filho sustenta a tese na qual o imposto estadual não influi de forma perversa no preço do diesel e gasolina como diz o presidente Bolsonaro.

 

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