Opinião

Ao mandar instalar CPI o Supremo Tribunal Federal despertou o Senado para seu papel fiscalizador – Roberto Moreira

A chamada Casa Revisora tem 81 cadeiras – três para cada uma das 27 Unidade da Federação (Foto: Marcos Oliveira/ Agência Senado)

O presidente do PTB, ex deputado Roberto Jeferson, conhecido pelo seu envolvimento no escândalo de propina para o centrão e políticos de esquerda que ficou conhecido como “mensalão”, promoveu o maior ataque a república ao falar sobre a instalação da CPI da Covid no Senado Federal. “A harmonia entre os três poderes é feita com dinheiro, com corrupção”, disparou o hoje presidente do PTB, um partido que tem histórico de centro no Brasil. Jeferson é revoltado contra uma corte que o condenou a prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, mesmo tendo sido atenciosa ao lhe garantir prisão especial e domiciliar. Jeferson é um dos mais competentes advogados criminalistas do Brasil e excepcional orador e habilidoso tribuno com um microfone. Jeferson se aliou a Bolsonaro por conveniência política e se tornou uma espécie de armadura de proteção para blindar o presidente e de quebra usa lança chama contra ministros do Supremo, usando adjetivos impublicáveis sobre os magistrados.

Bolsonaro e Jeferson sabem bem os problemas que uma CPI podem causar a um governo, por isso o ataque a uma investigação. O Palácio do Planalto não quer CPI e sim a sua política, a Polícia Federal investigando conjuntamente com a Controladoria da União, outro órgão sob controle do bolsonarismo.

Para os juristas brasileiros, a decisão do pleno do supremo de considerar legal ou não a liminar do ministro da corte, Luiz Roberto Barroso, já gerou efeito: despertou os senadores para a função de fiscalizar e se for o caso julgar. O episódio serve também para outros casos a serem avaliados no Congresso Nacional como impeachment de ministros do STF e do presidente da república.

O comportamento do presidente em ligar para um senador pedindo ajuda faz parte da política, mas a conversa entre o senador Cajuru(GO) e Bolsonaro saiu do contexto, foi mais diálogo de baixo nível, algo deplorável e agressivo ao olhar e ouvidos da nação.

Hoje, o STF decide no pleno o futuro da CPI que os sengaríeis não decidiram. Em breve deve julgar um pedido para a Câmara Federal analisar e decidir sobre 70 pedidos de impeachment contra Bolsonaro. Essa tarefa era do ex-presidente Rodrigo Maia e do atual Artur Lira. Chegou a hora da transparência, não existindo mais o oportunismo de achacar a nação como denúncia o senador cearense Cid Gomes que assinou a CPI da Covid-19.

Camilo dialoga

O Abolição está comunicando a prefeitos início de obras e concessões de areninhas, CEI e brinquedotecas. Sobre horários do comércio no interior e ações que evitem contaminação tem dialogado com os prefeitos. Ele tem 100% de apoio dos gestares municipais e deputados estaduais.

100 dias de Sarto

O prefeito de Fortaleza, José Sarto Nogueira, conseguiu atravessar os 100 primeiros dias de sua gestão tendo que bancar toda conta do combate ao covid-19, inclusive pagando a campanha de vacinação. Sarto reclamou o jejum imposto pelo ministério da Saúde. “As obras na cidade seguem”, disse o prefeito.

Marmota em Irapuan Pinheiro

O prefeito do município de Irapuan Pinheiro, Francisco Gildecarlos Pinheiro, fez um “combinado” com o vice e secretários. Reajustou em 100% o seu próprio salário, o do seu vice-prefeito Francisco Rolim Neto e o de todo o seu secretariado. Em janeiro de 2021, de acordo com o Portal da Transparência do Município, o prefeito recebeu um salário de R$ 18.200,00; seu vice de R$ 8.100,00 e cada secretário R$ 5.000,00. Os vereadores ficaram fora e denunciaram. Escândalo está na rua. O Ministério Público foi ativado.

Cid: “Bolsonaro cometeu crime”

O senador Cid Gomes assinou a CPI da Covid-19 e sustenta que o presidente Bolsonaro praticou atos irresponsáveis e ilegais, como negar a Covid, não usar máscaras, promover aglomerações e até impor medicação sem comprovação. “Ele quer agora intervir no legislativo para se livrar do crime de responsabilidade”.

As prioridades de Vitor Valim

Novo prefeito de Caucaia: apoio disputado (Foto: Divulgação)

O prefeito de Caucaia, Vitor Valim, está com a antessala do seu gabinete cheia de pré-candidatos querendo seu apoio para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal. Valim não atende. “Meu projeto número 1 é o combate à Covid-19 e cuidar da alimentação dos vulneráveis e atingidos pela pandemia, as aulas das crianças. Quando tudo tiver bem encaminhado, ano que vem, converso”, pontuou.

 

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