Opinião

A vacina empurrou o Brasil para o caminho do entendimento – Roberto Moreira

A vacina é um dos poucos consensos entre os atores políticos no momento atual ( Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O tiroteio político, aos poucos, está sendo levado para a margem da campanha politica de 2022, sinalizando uma temporada de soluções para os problemas que realmente interessam no momento: vacina, novo normal, emprego e reconstrução de vidas.

O pacto para travessia do momento difícil encarado pela Nação foi muito bem recebido pela classe política. A sobrevivência de todos os responsáveis pelo destino do país depende da temperatura política, do ambiente econômico, do pão e da carne chegando aos mais pobres.

Não se pode viver em um lugar que tem uma pirâmide de enorme desigualdade, sem olhar para um projeto que desmonte a gigantesca diferença entre sua gente. Não se cogita o velho discurso da comparação abismal entre ricos e pobres, apenas garantir a todos a oportunidade de uma vida digna.

O governo federal vai bancar o auxílio emergencial. O valor, R$ 250, não é o ideal, mas o possível, segundo o Tesouro Federal. Governadores estão criando, também, um formato para complementar a renda dos atingidos pela pandemia. Prefeitos já sinalizam com ajudas para atenuar o sofrimento dos miseráveis que habitam cidades em maior número ao tempo do pico da segunda onda de coronavírus.

A população, fundamental nesse processo, precisa oferecer a contrapartida, se conscientizar e contribuir, fazer sua parte: ficando em casa, se tiver comorbidade e mais de 60 anos, evitando aglomerações e usando máscara. Não precisa ser sacrifício, apenas seguir um rito de convivência com os que querem reduzir a força do coronavírus.

O calendário do brasileiro está manchado, com palavras como “tristeza”, “mortes”, “desemprego”, “carestia”. Existe um novo momento: o da esperança, construído pela necessidade de sobreviver, proteger famílias e negócios, olhando para o futuro.

A briga, agora, é por metas. Atingir algo que nos faça resolver ou buscar solução para o fim da pandemia. Todos juntos. A política é a matriz para solucionar. A trégua entre Congresso, STF e Palácio do Planalto representa, por enquanto, o começo da união de todos. Falta o remédio: a vacina.

70% aceitaram o lockdown

O decreto do governador Camilo Santana (PT) criando o período mais restrito para circulação de pessoas está sendo cumprido. Mais de 70% da população não colocou o rosto fora de casa. Se seguir assim, o vírus não circulará e teremos redução da doença entre nós.

Supermercados lotados

A fiscalização foi obrigada a implantar critérios para funcionamento dos supermercados que lotaram na sextafeira e sábado. As lojas tiveram que aumentar o número de caixas e implantar serviço de pagamento on-line e delivery. Todos fazendo estoques desnecessários.

Vergonha

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) criou o Auxílio Saúde, no valor de 10% dos salários de ministros, desembargadores, procuradores e serventuários. O dinheiro pode ser usado para pagamento de consultas médicas, odontológicas e tratamentos. A tendência é de que todas as categorias adotem o auxílio que, em média, será de R$ 3.500.

Evandro fecha a Assembleia

A Assembleia Legislativa do Ceará está completamente paralisada. Todo funcionamento é virtual. Os deputados que utilizavam os gabinetes terão que usar seus escritórios particulares. “Precisamos ser exemplos”, disse o presidente Evandro Leitão, que comandou sessão com 45 deputados, em transmissão remota.

Sarto fecha o cofre

O prefeito José Sarto (PT) está economizando ao máximo. Precisa de dinheiro para bancar UTIs, remédios, vacinação e profissionais de saúde. “O Ministério da Saúde cortou os recursos”, disse, aguardando apoio federal. O dinheiro economizado também vai bancar ajuda a 395 mil famílias vulneráveis. É a maior ação do tipo já realizada pela Prefeitura.

Inspetor terá que pagar multa e Hilux

O vereador Inspetor Alberto (Pros) foi condenado a indenizar o ex-presidente Lula (PT) por danos morais. A condenação foi decretada pela 2ª Vara Cível de São Bernardo do Campo. Antes de se tornar parlamentar, ele divulgou um vídeo em que aparece disparando contra uma foto do ex-presidente. Hoje, o salário do vereador é usado, em parte, para pagar uma Hilux.

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