Opinião

A máscara do preconceito social contra as mulheres

Por
Catharina Queiroz

O que diferencia uma mensagem subliminar de um estereótipo? Antes de mais nada, me dou o direito de afirmar que a sociedade tem tentado ocultar os estereótipos lançados sobre as mulheres com mensagens subliminares. Agora entendam: Quando a sociedade constrói um tipo de padrão em relação a alguma coisa, é lançada uma ideia preconcebida que acaba limitando pessoas ou grupos sociais. São criados rótulos, isso dita comportamentos e padroniza uma imagem de forma preconceituosa.

Agora percebam, que, essa mesma sociedade contemporânea quer se mostrar atualizada, livre de julgamentos e maldades, porque a onda do momento é ter sororidade, é ser empático. E é certo que muitas pessoas praticam sim, a empatia e a sororidade e tentam levar isso adiante, mas infelizmente, grande parte das pessoas apostam na teria, mas não vive a prática. Então ao invés de estiriotipar, essa sociedade agora se mantém em seu posto medíocre e conservador, lançando mensagens subliminares que mascaram e ocultam suas atitudes preconceituosas. Nada mais é do que lançar uma ideia de que uma pessoa, grupo, ou situação possa parecer, se favorecendo de uma velocidade ou pseudônimo que não permite ser visto ou percebido conscientemente, mas que, covardemente atinge subconscientes, influenciando assim as pessoas / sociedade.

Bem-vindo ao mundo! É por isso que milhares de mulheres perdem grandes oportunidades, simplesmente por serem tatuadas; trabalharem na noite; por beberem; por serem autênticas; por assumirem relacionamentos homoafetivos; por não se intimidarem em exibir seus corpos, seja dentro ou fora de padrões estéticos; por enfrentarem desafios antes vislumbrados apenas pelo sexo masculino; por serem políticas; divorciadas com filhos ou “mães solteiras”; por serem livres e mulheres.

A capacidade física e intelectual de uma mulher, sua inteligência, coragem e personalidade não podem e nem devem ser medidos por um ultrapassado parâmetro comparativo e desleal, que perdura por séculos, se mantendo latente através de manobras que se apoiam em crenças culturais, religiosas e ainda, na deficiência educacional e de políticas públicas governamentais. Atualmente, é lamentável, mas ao mesmo tempo, grandioso, pois só nós, próprias mulheres, somos capazes de mudar essa realidade.

Catharina Queiroz é jornalista

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