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Por Marcos Sá

A crise econômica gerada pela pandemia da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, tem sido considerada por muitos economistas a maior desde a Grande Depressão de 1929. No Brasil, como em vários países, uma quarentena rigorosa foi implantada, afetando principalmente os micro e pequenos empreendedores, que têm pouco dinheiro em caixa para honrar suas despesas fixas, como aluguel, pagamento de funcionários, etc. Para que as empresas se mantivessem ativas, medidas governamentais foram anunciadas para reduzir os efeitos econômicos e resguardar os empregos dos brasileiros.

Entre as ações voltadas às micro e pequenas empresas, está o adiamento de tributos federais, estaduais e municipais, além do adiamento dos parcelamentos das micro e pequenas empresas devedoras do Simples Nacional. Houve, ainda, a criação do Pronampe, programa de incentivo ao crédito a microempresas, que faturam até R$ 360 mil por ano; e empresas de pequeno porte, que faturam até R$ 4,8 milhões anualmente. Para destravar os financiamentos, o governo criou um fundo de R$ 15,9 bilhões, que servirá como garantia aos bancos. No entanto, mesmo com as ações do Governo Federal, muitas micro e pequenas empresas não conseguirão aguentar a crise se continuarem de portas fechadas por mais tempo. Por, isso, a abertura gradual da economia, que teve início em 1º de junho no Ceará, é uma faísca de esperança para muitos.

Com a abertura gradual, que leva em consideração critérios e orientações de órgãos da saúde, as empresas que não fazem parte dos setores essenciais, fechadas há três meses, começam a reabrir as portas e vislumbrar um futuro promissor. Em Fortaleza, a primeira fase da flexibilização teve início em 1º de junho e, desde então, tem apresentado redução das taxas da covid-19 – fator que contribuiu para o avanço para a segunda fase, que entrou em vigor na última segunda-feira (22) e liberou o funcionamento reduzido de restaurantes, igrejas e templos religiosos, agências de publicidade e escritórios de contabilidade, etc.

O momento, contudo, é de cautela: por ser nova, a situação requer acompanhamento contínuo. É necessário que as empresas estejam ainda mais atentas para que não comprometam a saúde dos clientes e funcionários e permaneçam oferecendo os seus serviços à população.

Marcos Sá é contador

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