Opinião

18º Batalhão: erros e ensinamentos de uma greve

Roberto Moreira

O Governo do Ceará foi surpreendido com uma greve construída por meio de WhatsApp, que ganhou proporções jamais imaginadas pelos policiais internautas. A ideia era apenas colocar crianças e mulheres na porta dos quartéis, com cartazes pedindo que o aumento do piso do soldado de R$ 4,5 mil fosse pago ainda em 2020. No processo, começaram a surgir os erros. Colocaram máscaras, enxotaram oficiais de dentro dos batalhões, arrombaram depósitos de armas e tomaram o patrimônio público de assalto. Jovens policiais acabaram construindo uma greve sem precedentes, que viralizou e contaminou policiais e outras unidades. Se tivessem planejado, não daria tão “certo”.

O mais grave: a mistura com a política nacionalizou a greve, a partir do momento que balearam o senador da República Cid Gomes, uma liderança política de grande expressão. Os tiros foram disparados por mascarados comandados por um sargento que é vereador em Sobral e adversário do senador. O episódio fez despertar autoridades de todas instâncias de poder, que, por unanimidade, consideraram a ilegalidade da greve, impondo uma derrota ao movimento. A greve, então, passou a se agarrar na rendição sem punição, até agora, rechaçada pelos oficiais e o governador Camilo Santana.

Os maiores derrotados dessa greve não serão os soldados, mas as entidades que agregam policiais e os políticos que penetraram nas tropas para tirar proveito eleitoral. A sociedade, aprisionada, não tolera ver tanques, metralhadoras e cadáveres espalhados, como se não existissem leis, apenas tiranos.

Convocação
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, convocou os líderes partidários para uma reunião. Os vetos ao orçamento, a reforma administrativa e os ataques do Planalto ao Congresso estarão na pauta.

Cadê a chuva?
O governador Camilo Santana inicia o mês de março preocupado com o inverno. Está chovendo no litoral e sertão, mas não chove nas cabeceiras dos rios. O Castanhão recebeu recarga de 1%, quase nada. Os rios Jaguaribe e Salgado não têm uma gota d’água.

As obras
Os turistas que passaram as férias e o carnaval em Fortaleza aprovaram o novo aterro e a nova Beira-Mar. Não reclamaram das obras. A pesquisa está em poder da Prefeitura.

Caindo na real
Passado o carnaval, vai começar o tempo de definição de candidaturas. O PT terá um encontro para tomar duas decisões ou nenhuma. Luizianne quer antecipar o lançamento da candidatura e o partido pode optar por uma prévia. Ela e Guilherme Sampaio querem disputar a eleição.

Palpites…
A greve da PM pode terminar por exaustão • Aposta de Aracati no carnaval deu certo, com grande faturamento nos hotéis, bares, restaurantes e supermercados.

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