Economia

Ypióca fecha parceria de inovação em sustentabilidade logística

Este ano, a empresa investiu em mudanças das baterias para a locomoção de empilhadeiras da Ypióca, em parceria com a Moura. 125 toneladas de CO² por ano deverão deixar de ser emitidas

Cada vez mais empresas têm atuado focando no compromisso ambiental e, dentre elas, a Diageo tem investido na renovação de processos logísticos no Ceará. Este ano, a empresa investiu em mudanças das baterias para a locomoção de empilhadeiras da Ypióca, em parceria com a Moura. O valor do investimento não foi divulgado pela companhia.
A multinacional, que também é dona de marcas como Johnnie Walker e Tanqueray, é pioneira na adoção desse uso para a energia limpa. Marcos Rocha, gerente de operações da Diageo, frisa que o investimento é parte do projeto de sustentabilidade da companhia, reduzindo o impacto ambiental e renovando as fontes de energia. “A novidade é benéfica ainda para os colaboradores, pela segurança do trabalho com os ganhos em ergonomia”.
Ele destaca ainda outras ações no campo de sustentabilidade que abrangem o programa Glass is Good, que, ao longo de nove anos, reciclou 28 mil toneladas de vidro de garrafas de bebidas no Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal. Em 2019, a iniciativa foi expandida para toda a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe).
De acordo com o diretor da divisão de lítio do Grupo Moura, Fernando Castelão, a bateria para a locomoção das empilhadeiras é mais sustentável por não liberar CO² e não conter ácidos, evitando a emissão de poluentes na atmosfera. Pelo menos 30% das empilhadeiras da empresa em Fortaleza já operam com a tecnologia e, nos próximos meses, a totalidade da operação deve ser abrangida. Assim, será evitada a emissão de 125 toneladas de CO² por ano, aproximadamente.
Castelão explica ainda que além da eficiência energética e benefícios aos colaboradores do setor, outra vantagem é a vida útil prolongada, de até 10 anos, o dobro da bateria convencional. Ele informa ainda que a mudança traz maior capacidade de acumular energia e a recarga mais rápida com o lítio, em comparação às baterias de chumbo-ácido. “Há ganhos de eficiência, produtividade, tecnologia e sustentabilidade nas operações logísticas industriais. A Diageo foi uma das primeiras do Brasil a usar esse tipo de bateria avançada. Em vez de ter até três baterias por equipamento, para equalizar, recarregar e operar, uma de lítio vai ser mais vantajosa até para evitar riscos de troca, com a recarga até oito vezes mais rápida”, explica.

Deixe uma resposta

Compartilhe

VEJA OUTRAS NOTÍCIAS