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Vila Pita: novo polo gastronômico de Fortaleza reúne frequentadores no coração da Aldeota

Formada pelas ruas Norvinda Pires e Sabino Pires, região foi revitalizada, ganhando piso intertravado e paisagismo, privilegiando os pedestres. Frequentadores e empresários falam das melhorias e das memórias afetivas construídas no espaço

Rafael Lucena
panorama@ootimista.com.br

Espaço ganhou mobiliário, paisagismo e nova pavimentação (Foto: Edimar Soares)

Duas ruas no bairro Aldeota chamam a atenção de quem passa: Norvinda Pires e Sabino Pires. Juntas, formam a charmosa Vila Pita, espaço requalificado recentemente pela Prefeitura de Fortaleza. O novo corredor gastronômico privilegia pedestres e a boa convivência com a Cidade, trazendo um desenho semelhante ao do Polo da Varjota, onde há vias exclusivas e compartilhadas com o pedestre para facilitar a caminhabilidade entre os estabelecimentos.

O local, que já era tradição cultural da noite alencarina, tem atraído mais público, focando em arte, cultura e gastronomia. Segundo Ignácio Capelo, proprietário de estabelecimentos que fazem parte da Vila e um dos idealizadores do projeto de requalificação, o local ficou ainda mais charmoso após as intervenções. “Chegamos a fazer um projeto com o arquiteto que foi aprovado pela Prefeitura, mas que acabou engavetado. Porém, nós nunca desistimos”, relata.

Mudanças

A Rua Norvinda Pires se transformou numa via exclusiva para pedestres e a Sabino Pires numa via compartilhada com balizadores e piso colorido para estabelecer o tráfego calmo ao longo de toda a rua. A região passou a contar com nova pavimentação, drenagem e paisagismo, com o plantio de mais de 30 árvores, além de mobiliários urbanos como bancos e jardineiras que compõem o projeto urbanístico, que abrange mais de 2 mil m² de área. “São espaços que agregam muito ao entorno e à vizinhança, do ponto de vista econômico, social, cultural e turístico”, reforça Capelo. “Todas as melhorias têm deixado ainda mais gostoso e seguro vir dar um passeio com a família, com os pets”, acrescenta a também empresária Priscylla Mesquita Gomes, sócia do Hey Joe Food’n Bar. O fortalezense encontra por lá cafés, hamburguerias, sorveterias e afins, com música ao vivo em alguns dias da semana, para embalar os bate-papos descontraídos.

Depoimento afetivo

Lia Coelho frequenta a Vila desde antes das mudanças (Foto: Edimar Soares)

Nutricionista e moradora do entorno da Vila, Lia Coelho diz que mesmo antes da revitalização, já era um local que amava frequentar. “Um pequeno espaço da Cidade onde é possível encontrar de tudo um pouco. Seja para passar uma tarde na cafeteria aproveitando o melhor que os baristas têm a oferecer, para sair com os amigos à noite ou para um encontro com meu marido em um dia comum da semana”, define.
Para ela, uma das coisas que mais a atrai na Vila, além do encanto das luzinhas de quermesse, é a programação musical. “Gosto bastante da seleção de artistas locais reproduzindo clássicos nacionais e internacionais, em um volume agradável que permite conversar bem com quem estamos”, explica.

Ela relembra um momento marcante da vida que tem relação direta com o local. “Meu marido e eu tiramos nossas fotos de pré-wedding na Vila há 4 anos, bem antes da revitalização. Tem esse valor afetivo para nós. Sempre que descemos para lá, ficamos lembrando das paredes onde tiramos as fotos, da fachada dos locais, do calçamento”, resgata.

Amor antigo

(Foto: Arquivo pessoal)

Vanessa Viana, chef de cozinha e empresária

Há 12 anos e meio, conheci meu marido, Aluísio, numa madrugada de festa no Fafi. Era dezembro de 2011, ambos tínhamos 25 anos, e ele, carioca, tinha vindo para Fortaleza a trabalho, mas logo ia viajar para Natal. Eu adorava ir ao Fafi e até hoje a Vila Pita para mim e para ele é a rua do Fafi. O Aluísio acabou ficando em Fortaleza e começou a se especializar na área dele, que é designer gráfico, e onde ele estudou foi na Opa!, que, por muito tempo, funcionou na Sabino Pires. No nosso primeiro ano de namoro, ele ia para a aula, e eu ficava esperando-o sair na pizzaria bem simples que ficava na esquina, onde hoje é o Simpatizo, vendo Avenida Brasil [novela]. Pouco tempo depois, o Fafi fechou, alguns anos depois o Maria Bonita fechou também, e a ‘ruazinha’ ficou vazia. Quando os restaurantes voltaram, ficamos felizes demais, e fizemos questão de frequentar. Hoje, vamos sempre com nosso filho encontrar amigos com seus respectivos filhos, e ficar falando que quando éramos jovens lá não era arrumadinho daquele jeito.

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