Economia

Ceará celebra resultados do plano de retomada econômica dois anos após início da pandemia

Estado vem colhendo os frutos das ações implementadas pelo governo cearense a fim de minimizar os impactos causados pelo novo coronavírus em diversas áreas, principalmente, no mercado de trabalho e na arrecadação, ao passo que traçou estratégias para manter os investimentos

Expectativa é que a economia cearense continue crescendo acima da média nacional (Foto: Divulgação)

Crisley Cavalcante
economia@ootimista.com.br

A pandemia de covid-19 afetou a economia no mundo todo. No Ceará, para enfrentar a crise sanitária, assim como ocorreu em todo o Brasil, o poder público precisou adotar medidas de curto, médio e longo prazo. Dois anos depois, o Estado vem colhendo os frutos das ações implementadas pelo governo cearense a fim de minimizar os impactos causados pelo novo coronavírus em diversas áreas, principalmente, no mercado de trabalho e na arrecadação, ao passo que traçou estratégias para manter os investimentos.

Em 2021, por exemplo, o Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará cresceu 6,63%, acima da média nacional (4,6%). Para este ano, a expectativa é que a economia estadual avance 1,25%, superando novamente o resultado projetado para o País (0,5%).

“De forma geral, os resultados obtidos, a partir das medidas tomadas pelo Estados, são positivos. Em 2021, por exemplo, alcançamos bom saldo na geração de emprego, os melhores dados da balança comercial dos últimos 20 anos, abertura de novas empresas, investimentos internacionais chegando com certa facilidade”, afirma o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará (Sedet), Maia Júnior.

Ele será um dos palestrantes do seminário “Dois anos do Plano de Retomada das Atividades Econômicas e Comportamentais”, que ocorre hoje das 14h às 17h, no auditório da Secretaria da Fazenda (Sefaz).

“O Ceará tem condições de avançar muito mais. Porque, além desses trabalhos, estruturamos o Estado economicamente. Até 2050, o Ceará promete muito mais, principalmente, com a transição energética, que está em curso no mundo e que nós somos pioneiros no Brasil com o Hub de Hidrogênio Verde”, acrescenta o secretário.

Além de indicadores sobre o PIB, mercado de trabalho e novos investimentos, a saúde fiscal do Estado será abordada no seminário. Nesse contexto, ganha destaque a retomada da arrecadação. De janeiro a abril deste ano, por exemplo, o Ceará arrecadou R$ 10,44 bilhões, crescimento nominal de 19,4%, segundo dados da Sefaz. O valor considera recursos próprios e transferências constitucionais. Só em abril deste ano, foram R$ 2,57 bilhões, 31,4% a mais que o valor observado em igual mês de 2021.

Êxito

“Tivemos êxito do plano de retomada da economia. Um trabalho feito por meio de muito debate com diversos setores. O Ceará soube o momento exato de fechar e abrir, de forma segura e gradual, as atividades econômicas não essenciais. Por isso, a recuperação começou ainda no segundo semestre de 2020 e, desde então, vem acontecendo de forma mais rápida”, diz o diretor geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), João Mario de França, que também participará do seminário.

Na avaliação do economista Davi Azim, membro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), apesar das dificuldades, o Estado executou boas ações, tanto emergenciais, ajudando as famílias mais pobres, como medidas que continuam refletindo na recuperação dos setores.

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