Economia

Seminário aborda as novas tecnologias e modelos de trabalho pós-pandemia

Com webinários amanhã (22) e na próxima terça-feira (29), o Seminário “Retomando a Economia: O Ceará é Mais Forte” discute, no primeiro dia, a Digitalização dos Negócios. A ação é realizada pelo Instituto Future e O Otimista

Marta Bruno
martabruno@ootimista.com.br

A adoção de medidas para impulsionar resultados em meio ao isolamento social encontrou, na tecnologia, o fator necessário para aproximar colaboradores virtualmente, manter contatos à distância com clientes, ampliar negócios e transformar antigos conceitos de trabalho. Essas transformações por que ainda estão passando as empresas serão discutidas amanhã, no Seminário Online “Retomando a Economia: O Ceará é Mais Forte”, que também terá edição na próxima terça-feira (29).

A programação de amanhã começa às 9 horas com o tema: “Tendências de consumo”. Em seguida, das 14h30 às 16h30, acontece o webinário “Digitalização dos Negócios”. Todos os encontros terão emissão de certificado para os participantes. O Seminário, gratuito, tem patrocínio da Assembleia Legislativa do Ceará e é realizado pelo Instituto Future e O Otimista.

O debate será mediado pelo secretário-executivo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará (Sedet), Júlio Cavalcante. Participam da discussão o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do Instituto Federal do Ceará (IFCE), Wally Menezes, o diretor de negócios da IVIA/Wipro, Edgy Paiva, e o COO do Fitbank, Michel Madeira. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no endereço eletrônico institutofuture.com.br/cearamaisforte.

Entre as questões a serem abordadas pelos debatedores, a aceleração no processo de digitalização dos negócios é o destaque. Isso porque, com a pandemia, as empresas precisaram se adaptar às circunstâncias colocadas pelas medidas restritivas de circulação e, assim, buscaram soluções para manter negócios, clientes e colaboradores através de canais e plataformas digitais de comunicação. Para quem já atuava no setor de tecnologia da informação, o processo foi mais natural, mas não menos desafiador.

Para Edgy Paiva, o cerne da discussão é a transformação dos negócios, acontecendo agora de forma mais acelerada. Há uma estimativa de que o modelo atual tenha antecipado em pelo menos dois anos ações que já existiam, mas não eram popularmente utilizadas, como as reuniões virtuais, a certificação digital para fechar negócios e o home office. Nesse contexto, empresas de hábitos mais tradicionais realizaram as ações com certa dificuldade no início, mas a maioria se adaptou a partir de março. Um dos maiores exemplos é o marketplace, tipo de e-commerce mediado por uma empresa, em que vários lojistas se inscrevem e vendem seus produtos. Desse modo, é possível comprar itens de diferentes varejistas, mas realizando apenas um pagamento, o que otimiza o processo.

“Já prevíamos que as empresas deveriam passar por isso. Em tecnologia da informação, já era pré-requisito nos negócios. Há empresas que não conseguiram ainda e, por isso, estão perdendo negócios e clientes”, considera Edgy Paiva. Segundo ele, o setor de tecnologia já está passando por crescimento substancial em função dessa transformação. “A gente percebe investimento crescente na área, por parte das grandes empresas, aumentando consideravelmente os negócios. Estamos realmente vivendo o ‘boom’ da digitalização dos negócios”, classifica Paiva, um dos fundadores da IVIA.

No mercado há 24 anos, a empresa cearense foi vendida, no ano passado, para a indiana Wipro, multinacional que possui 180 mil colaboradores em mais 60 países e fatura US$ 8,2 bilhões por ano. Com a aquisição, a cearense com filiais em Natal (Rio Grande do Norte) e Recife (Pernambuco) está ganhando “nova musculatura, gerando mais oportunidades de trabalho e realizando mais negócios”.

Esse crescimento, na visão de Edgy Paiva, beneficia o Ceará, pois daqui é aproveitado o material intelectual para a empresa e é onde estão grandes clientes, como os grupos Pague Menos, Edson Queiroz, Unimed, Hapvida, Três Corações, Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz) e Banco do Nordeste (BNB). “Temos um capital intelectual muito bom, mão-de-obra qualificad para fomentar negócios, universidades e escolas formando gente muito boca e capaz, que vamos utilizar muito na retomada dos negócios no nosso estado”, ressalta.

Segundo o diretor de negócios, o setor de tecnologia da informação se mostra estável durante a pandemia. Isso deve favorecer a manutenção do crescimento linear de 7% ao ano na área. “A gente conseguiu que quase a totalidade dos colaboradores fossem para o home office, de uma forma bem tranquila, sem impacto nos serviços que executam. Em alguns contratos de setores que continuaram funcionando na pandemia, como bancos e atendimento em saúde, mantivemos o serviço presencial, mas 90% do nosso contingente migraram para o home office. Muitos, inclusive, continuam”, diz, acrescentando que a empresa contabiliza 750 colaboradores.

Para o COO do Fitbank, Michel Madeira, esse movimento já estava à disposição das empresas, mas era subutilizado ou não havia encontrado o cenário para se expandir. “Há duas perspectivas nesse contexto: os primeiros adotantes, que logo aderiram ao trabalho remoto, e os adotantes tardios, grupo formado por empresas mais conservadoras”, compara, acrescentando que a pandemia forçou empresas a colocarem à prova as próprias ineficiências.

A empresa, que no ano passado abriu escritório no Ceará, automatiza, centraliza e gerencia pagamentos dos clientes com base em API (Application Programming Interface). Michel Madeira conta que a experiência já havia permitido à empresa atuar com algumas ppráticas remotas, como contratação e gestão do negócio à distância. “A cultura organizacional nesse modelo é extremamente importante, tem que haver confiança, responsabilidade, compromisso. Certamente vamos manter muitos dos procedimentos que se potencializaram com a pandemia. O Ceará tem sido motriz de escala nesse momento”, analisa.

Entretanto, o executivo não acredita em um modelo 100% remoto. “Não há tecnologia para isso ainda, nem cultura para conviver dessa forma. Mas criamos tecnologias, soluções e moldamos o ambiente que, com o tempo, passa a nos moldar, com novas demandas. Essa transição que estamos vivendo ainda não é definitiva. Estamos buscando novas práticas, nos adaptando e crescendo com esse processo”, indica o COO.

Serviço

Seminário Online Retomando a Economia: O Ceará é Mais Forte

Inscrições gratuitas pelo site institutofuture.com.br/cearamaisforte

Instagram: @instituto.future e @ootimista

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