Jornal Impresso

Sem Carnaval em 2022, Fortaleza redireciona cerca de R$ 14 milhões do Orçamento

Após fala do governador sobre cancelamento do Edital Carnaval 2022, Sarto decide não fazer Carnaval na Capital e fala em redirecionar verba. SP confirma dois primeiros casos da variante

Kelly Hekally
Correspondente em Brasília
kellyhekally@ootimista.com.br

Aflaudísio Dantas
aflaudisio@ootimista.com.br

Praia de Iracema é um dos tradicionais centros de folia do Carnaval de Fortaleza (Foto: Edimar Soares)

Quatro dia depois de decidir pela proibição de festas de Revéillon de grande ou mesmo com allta densidade de público, o Governo do Estado anunciou o cancelamento do Edital Carnaval 2022 que estava tramitando no âmbito da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor). A informação foi repassada via redes sociais nesta terça-feira, 30, pelo governador Camilo Santana.

O prefeito José Sarto, horas depois, informou o cancelamento do Carnaval 2022 e que a Prefeitura vai redirecionar recursos previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) do ano que vem para o Carnaval às áreas de saúde, segurança alimentar e incentivo à cultura. São R$ 13,8 milhões remanejados.

O gestor municipal não especificou como será a aplicação dos recursos. A verba, disse também em postagem nas redes sociais, está sendo discutida na Câmara Municipal de Fortaoleza (CMFOR). Sarto acrescentou que a única prioridade no momento é garantir o máximo de imunização para a população de Fortaleza.

No início do mês passado, a pasta municipal afirmou que havia decidido começar o andamento do Edital de Carnaval ao passo em que acompanhava o cenário da pandemia do novo coronavírus e os números da covid-19.

No Ceará, desde o início da pandemia, as 184 cidades têm atuado em consonância com o Governo do Estado, que está resguardado, por exemplo, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que apontou que decretos municipais não podem ampliar atividades e prever maiores liberdades sanitárias que os dos estados.

Cenário de preocupação
O cenário de preocupação ocorre em virtude, sobretudo, da insurgência da variante africana. Pelo menos dois casos no Brasil estavam confirmados até o final da tarde de ontem, em São Paulo. Especialistas ouvidos pelo O Otimista ponderam que a posição geográfica do Ceará em relação à Europa e à África torna o Estado mais vulnerável à mutação do novo coronavírus, em comparação a outros estados.

Levantamento dos Centros Africanos para Controle e Prevenção de Doenças (CDC da África) mostra que a população africana, de 1,2 bilhão habitantes, tem em torno de 7% de pessoas desse montante vacinadas. Ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para os riscos da baixa vacinação em países pobres,

Deixe uma resposta

Compartilhe

VEJA OUTRAS NOTÍCIAS