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Reviravoltas marcam final de prazo para convenções, que vai até sexta-feira, 5

A três dias da data final para a escolha de candidatos majoritários, nenhum dos grandes palanques está totalmente montado. Ontem, cúpula nacional do PP desfez acordo no Ceará

Deputado Zezinho, do PP, é um dos personagens da reta final para formação de alianças / Agência Assembleia

Márcia Feitosa
politica@ootimista.com.br

Na reta final para consolidarem os resultados das articulações políticas, os principais partidos correm contra o tempo para fechar as coligações, que devem ser oficializadas até a próxima sexta-feira (5), conforme a Justiça Eleitoral. Nenhuma das chapas majoritárias, com chances efetivas de ocupar o Palácio da Abolição e o Senado Federal, definiram todos os nomes que disputarão os cargos.

Capitão Wagner (UB) foi o candidato que teve mais tempo para se organizar, já que tem uma posição definida na disputa desde as eleições gerais passadas, mas ainda não fechou com o candidato a vice, nem a senador.

Na busca por apoios, já foram cotados para vice a Elizabeth Oliveira, mãe do prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra, parentes do prefeito do Eusébio e presidente do PL-CE, Acilon Gonçalves; e, por último, o ex-deputado federal Raimundo Gomes de Matos.

O PTB tenta indicar o nome que concorrerá ao Senado na coligação liderada pelo UB, e colocou o nome como condição para continuar no grupo. As negociações ainda não foram finalizadas.

No meio do imbróglio dos muitos partidos para poucas vagas, o Solidariedade já decidiu deixar o grupo de oposição e marchar com o PT.

Em contrapartida, os Republicanos devem oficializar aliança com Wagner, uma vez que o presidente do partido no Ceará, vereador Ronaldo Martins, mantém tratativas para ocupar a vaga de Moses Rodrigues na Câmara Federal, nesta reta final do mandato, se valendo de sua condição de primeiro suplente.

Novos grupos
Nos novos grupos formados após a ruptura do PT com o PDT, as articulações também não foram finalizadas. No grupo liderado por Camilo Santana (PT), o MDB de Eunício Oliveira deverá indicar o vice de Elmano de Freitas.

O ex-governador mantém tratativas para trazer para perto um partido a quem possa oferecer a suplência no Senado. Algumas conversas nesse sentido foram iniciadas com o PSDB, mas os tucanos decidiram marchar com o PDT.

O PP, liderado por Zezinho Albuquerque e presidido no Ceará pelo filho dele, Aj ALbuquerque, já havia definido seu apoio ao PT em nível estadual. Porém, uma decisão da Executiva Nacional do partido determinou um recuo, anulando o apoio às candidaturas de Elmano e Camilo, nas eleições para governador e senador, respectivamente.

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