Economia

Redução nos insumos eleva inflação da Construção Civil no CE

No Estado, a inflação da construção civil superou a média nacional e vai a 10,9% no acumulado de 2020. No Brasil, o acumulado do ano foi de 10,16%, a maior taxa da série histórica com desoneração, iniciada em 2013

O Índice Nacional da Construção Civil encerrou 2020 no Ceará com variação acumulada de 10,93%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os dados ontem (12).
Perante os números nacionais, a inflação do setor no Ceará foi maior que a média brasileira, acumulada em 10,16%. Em 2019, o número havia sido de 4,03%. Assim, em 2020 foi registrada a maior taxa da série com desoneração, iniciada em 2013.
O Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) mede o custo para o setor habitacional por metro quadrado, que passou para R$ 1.182,73 em dezembro, no Estado, sendo R$ 706,02 relativos aos materiais, e o valor referente à mão de obra se manteve em R$ 476,71. Em novembro, o custo do m² havia sido de R$ 1.150,22. A parcela dos materiais foi a única que variou entre os dois meses (4,8%), subindo 2,96 pontos percentuais em relação ao mês anterior.

Aumento
O aumento do preço dos insumos foi motivado pela injeção de recursos com o auxílio emergencial, que levou pessoas físicas a iniciarem pequenas reformas domésticas durante a pandemia.
Isso fez disparar a procura por materiais de construção. “O preço do tijolo dobrou, por exemplo, o que não é sustentável. Além disso, a escassez de cimento e aço eleva os custos do setor. A tendência é que a busca diminua, a oferta desses produtos aumente e o preço normalize”, detalha Patriolino Dias de Sousa, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Ceará (Sinduscon-CE). Influenciado pela alta dos materiais, o Nordeste apresentou a maior variação regional em dezembro (2,37%) e o maior resultado acumulado em 2020 (12,5%), em comparação às outras regiões: 1,75% (Norte), 1,69% (Sudeste), 2,27% (Sul) e 1,35% (Centro-Oeste).
Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.289,71 (Norte); R$ 1.201,17 (Nordeste); R$ 1.319,86 (Sudeste); R$ 1.335,31 (Sul) e R$ 1.260,87 (Centro-Oeste).
O custo por metro quadrado no Ceará continua menor que a média nacional (R$ 1.276,40 em dezembro).
Para o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, a Indústria foi afetada com limitação de pessoal ou de oferta de matéria-prima. “Várias situações de mercado, em um período atípico, levaram a um quadro de aceleração dos preços no segmento”. (Lucas Braga, com agências)

 

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