Economia

Previsão da safra de grãos no Estado é de 794 mil toneladas em novembro

Segundo o IBGE, em novembro, a produção esperada de grãos no Estado é de 794.998 toneladas, o que significa crescimento de 40,80%, em relação à safra de grãos efetivamente obtida até o mesmo mês de 2019 (564.616 t)

Lucas Braga
economia@ootimista.com.br

andré gurjão / divulgação / sda

Com 794.998 toneladas de grãos, a produção estimada em território cearense no mês de novembro supera em 40,8% a colheita efetivamente obtida no mesmo mês do ano passado (564.616 t). A quadra chuvosa possibilitou colheita que supera em 71,8% as expectativas.
Com as chuvas animadoras, o ano foi bom para o campo, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem (10). Os números mantiveram a tendência produtiva, uma vez que no mês de outubro foi registrada a projeção de 804.685 toneladas, agora com leve decréscimo de 1,20t.
“O ano de 2020 teve chuvas mais regulares do que em 2019, sobretudo no sertão, onde se concentra a maior parte da produção cearense de milho e feijão. Em dezembro, teremos os dados de fechamento da safra”, explica Regina Dias, supervisora das Pesquisas Agropecuárias do IBGE no Ceará.
Para o secretário do Desenvolvimento Agrário (SDA), Francisco de Assis Diniz, ainda não é possível prever se a bonança terá continuidade em 2021. Ele, contudo, garante que o Governo do Ceará se prepara para os cenários de quadra chuvosa satisfatória ou não. “Realizaremos os investimentos necessários para a convivência com o semiárido e o aumento da produtividade no campo. Os lançamentos do Hora de Plantar e o Projeto São José IV são alguns exemplos desta preparação que estamos levando à frente”, comenta. “Se a expectativa do fenômeno La Niña se confirmar no Pacífico, junto a um cenário favorável no Atlântico, o que poderemos alcançar é uma área plantada (atualmente em 933.641 hectares) ainda maior no Estado, superando o crescimento anual de 1,6%”, completa Diniz.

Segmentos
No grupo de Cereais, Leguminosas e Oleaginosas, apresentaram variação positiva na expectativa de produção a fava, por crescimento da área plantada e rendimento; o milho irrigado, dada a maior expectativa de rendimento em São João do Jaguaribe; e o amendoim, por conta do rendimento maior que a média dos últimos 11 anos em Crato, Milagres e Ibiapina, garantido pelas boas chuvas.
A produção esperada de frutas frescas cresceu 1,11% em relação a outubro, atingindo 1.042.372 toneladas, ainda de acordo com o LSPA.

 

Fomento estadual na agricultura local

Mais de 150 mil agricultores familiares de 182 municípios serão beneficiados com o projeto Hora de Plantar 2020/2021. Pelo menos 3.410 toneladas de sementes de milho híbrido e variedade, feijão caupi e sorgo forrageiro serão distribuídas. A iniciativa tem investimento de R$ 19,2 milhões, via Fundo Estadual de Combate à Pobreza.

São fornecidas ainda manivas de mandioca, raquetes de palma forrageira, mudas frutíferas e de caju anão precoce e mudas florestais nativas a preços subsidiados, abaixo do valor praticado pelo mercado e em condições diferenciadas de pagamento.

Se houver, em 2021, uma boa quadra chuvosa o sertão poderá colher outra grande safra. Caso contrário, o agricultor familiar recebe a garantia de isenção do pagamento da semente que recebeu do Governo do Ceará, preparando-se para o ano seguinte. “Os agricultores estarão recebendo até fevereiro de 2021 sementes de alto potencial genético, adaptadas ao nosso zoneamento climático e fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura”, frisa Diniz.

A distribuição das sementes teve início nos armazéns da região do Cariri, em Milagres e Barbalha. Em seguida, passam a ser distribuídas nos armazéns de Tauá, Crateús, Iguatu e Quixeramobim e, depois, a partir dos armazéns regionais de Morada Nova e Região Metropolitana de Fortaleza. “Recebo essa semente faz 20 anos. A diferença dessa semente que a gente recebe pela Ematerce é que o milho brota mais rápido, cresce mais igual e vinga uma espiga maior. E a semente também é maior”, diz o agricultor Antônio de Noé, do município de Ocara.

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