Economia

Polo Químico de Guaiuba inicia operações em janeiro e 28 indústrias são esperadas

Fabricantes de cosméticos, tintas, saneantes e plásticos, por exemplo, vão compor o empreendimento, que é pioneiro no País. São projetados investimentos da ordem de R$ 100 milhões, gerando pelo menos 2 mil empregos diretos

Lucas Braga
economia@ootimista.com.br

Paulo Gurgel preside o Sindquímica no quadriênio 2020-2024 (crédito: Beatriz Bley)

Com o início das operações da Intraplast em janeiro, o Polo Industrial Químico de Guaiuba (Região Metropolitana de Fortaleza) se torna sonho concretizado para alavancar o setor no Ceará. Idealizado pelo Sindicato da Indústrias Químicas do Ceará (Sindquímica) e viabilizado pela parceria com o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal de Guaiuba, o empreendimento espera 28 empresas.

A geração de emprego e renda no Polo é destacada pelo empresário Paulo Gurgel, presidente da Cigel Cosméticos e novo presidente do Sindquímica. “O polo já é uma realidade. Em janeiro já teremos a primeira nota fiscal retirada pela primeira empresa instalada. Vamos facilitar e trazer o maior número de empregos possível. Além de um marco para o desenvolvimento do setor químico, traz crescimento também para o município de Guaiuba. Pretendemos dialogar com prefeitos de outras cidades, para fazer novos polos”, antecipa.

Empregos
Fabricantes de cosméticos, tintas, saneantes e plásticos, por exemplo, vão compor o empreendimento, que é pioneiro no País. São projetados investimentos da ordem de R$ 100 milhões, gerando pelo menos 2 mil empregos diretos, conforme contabiliza Gurgel, também membro da diretoria plena da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).
Paulo Gurgel conta que, apesar de dificuldade no fornecimento de insumos e ainda a alta no câmbio, parte das indústrias químicas no Ceará voltada à higiene e limpeza percebeu grande crescimento durante 2020. Isso foi possível porque produzem, dentre outros, insumos para a rede de saúde e produtos cujo consumo disparou desde o início da pandemia: álcool, sanitizantes, sabonetes antissépticos e, principalmente, álcool em gel.

Retração
O presidente do Sindquímica destacou que o setor teve retração de 23% no Ceará, mas as fabricantes de produtos de higiene e limpeza tiveram crescimento. Até o fim de outubro, a Cigel já havia percebido faturamento 50% superior a 2019, por exemplo, e crescimento de 1.700% na venda de álcool gel. “Mesmo a indústria de cosméticos que perdeu venda de outros produtos, ganhou com a venda de álcool em gel. Com união, as empresas estiveram aparelhadas e empenhadas para não haver desabastecimento desses produtos nas redes de supermercados e farmácias”, analisa Gurgel.
Neste segundo semestre, o setor tem percebido dificuldade de insumos como polietileno e papelão, indispensáveis para os processos de envase e logística. “A falta não é apenas no Brasil, mas no mundo inteiro, pela demanda. Começamos a procurar matéria-prima e importar um pouco da China, da Índia, daqui, de acolá. E conseguimos passar por esse momento, com dificuldades, mas sem ruptura”, completa.

Sindiquímica
Representando cerca de 120 associados atualmente, Paulo Gurgel sucede o empresário Marcos Soares na presidência do Sindiquímica, tendo como vice Beto Chaves; e como diretor financeiro, Ociran Soares. Dentre as propostas para o quadriênio 2020-2024, estão a busca de novos incentivos e melhorias para as empresas que compõem o setor e a Rede Multiquímica (rede de compras); além de parcerias com o Sebrae e o SENAI, com o intuito de incentivar a profissionalização, oferecendo cursos e treinamentos gratuitos.

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