Economia

Para investidores, informação também vale ouro

Analistas trazem orientações para quem pretende entrar no mundo das criptomoedas. Sites especializados e redes sociais mantém aplicadores atualizados

Giuliano Villa Nova

economia@ootimista.com.br

Especialistas em criptomoedas afirmam que esse tipo de investimento ainda terá um ciclo prolongado de alta, por isso o retorno é praticamente certo para quem quiser destinar recursos nesse ativo. No entanto, vale seguir as recomendações básicas para qualquer aplicação, e o conhecimento a respeito do mercado é a principal delas. Dessa maneira, deve-se evitar o “comportamento de manada”, ou seja, fazer determinado investimento apenas porque outras pessoas estão fazendo. “Essa criptomoeda não é indicada para todos os perfis, o ativo pode compor a carteira de um investidor mais agressivo que pensa no longo prazo e possui outros investimentos no portfólio”, recomenda Rafael Meyer, Head de Renda Variável e Derivativos da Verk Investimentos, a respeito do bitcoin.

Volatilidade
Outro alerta feito pelos especialistas em moedas digitais é em relação à grande instabilidade da sua cotação. “Trata-se de um ativo muito volátil, com grandes variações de preços, então não é aconselhável investir valores que você precisará utilizar em curto prazo”, alerta Ney Pimenta, CEO da BitPreço.
Dessa forma, as criptomoedas tornam-se arriscadas quando um investidor aloca um recurso alto do seu patrimônio pensando no curto prazo, “pois a volatilidade do bitcoin, por exemplo, é três vezes maior do que a própria Bolsa de Valores de São Paulo. Além disso, por não haver nenhum Banco Central por trás regulamentando, aumenta o risco de contraparte dessas posições”, completa Rafael Meyer. Confira, a seguir, as principais recomendações dos especialistas para quem decidir aplicar nas moedas digitais:

Primeiro passo
Quem pretende entrar no mundo das criptomoedas, o primeiro passo é abrir uma conta em uma corretora (também chamada de exchange). Procure uma empresa que tenha histórico de segurança, verifique que serviços oferece, usabilidade e taxas cobradas, e também se ela possui conta no seu banco, para evitar taxas de transferência.

Corretora local
Preferencialmente, escolha uma corretora brasileira. Dessa forma, é possível comprar os principais criptoativos com reais, sem a necessidade da conversão para dólares.

De olho no percentual
Ao aplicar, respeite o percentual de alocação na sua carteira, de forma que você consiga dormir à noite sem pensar na volatilidade do ativo – entre 1% a 2% da carteira, por exemplo. Um valor que, caso venha a ocorrer uma desvalorização, o restante da carteira irá compensar.

Volatilidade
Para quem nunca investiu em ativos voláteis, comece por fundos multimercados, ações, FIIs, para ir se acostumando com essa condição. A volatilidade no longo prazo é amiga do investidor profissional, mas no curto prazo pode trazer muita dor de cabeça para aqueles que não possuem tanta experiência.

Aplicação
Mesmo que comece com valores pequenos, não demore para começar a aplicar. Assim, será possível participar do próximo ciclo de valorização das moedas digitais, que é esperado pelo mercado.

Informação
Manter-se bem informado é fundamental para quem pretende se dar bem nesse tipo de investimento. Para não perder nada do que acontece no mundo das criptomoedas, é interessante conhecer alguns sites especializados, como o bitcoin.org, coindesk.com e bitvalor.com.

Redes Sociais
As redes sociais também são uma boa fonte de informações sobre o tema. Vale a pena seguir personalidades, como Vitalik Buterin, Brian Armstrong, João Canhada, Nick Szabo e Roger Ver.

Pés no chão
Assim como qualquer outro tipo de investimento, o universo das criptomoedas também apresenta os seus riscos. Dentre eles, o indivíduo pode perder suas criptomoedas, ataque de hackers e volatilidade. Muito cuidado a investir em uma criptomoeda que ninguém conhece, ou melhor, não invista. Sempre invista naquilo que existe uma enorme aceitação, faz sentido e tem um propósito por trás. Não se deve esquecer também dos riscos comuns intrínsecos a qualquer investimento, como os riscos de mercado, riscos de capital, riscos de liquidez entre diversos outros.

Deixe uma resposta

Compartilhe

VEJA OUTRAS NOTÍCIAS