Economia

Pandemia aumenta consumo por internet

O isolamento social aumentou a demanda por serviços de internet. Com isso, empresas que já atuavam com esse mercado viram a demanda aumentar consideravelmente.

Marta Bruno

martabruno@ootimista.com.br

Com a pandemia e a necessidade do isolamento social, demandas como internet em casa (que passou a também ser escritório) foi aumentando. Para dar conta desse mercado, empresas como a Brisanet vem aumentando a atuação.

Na opinião do sócio-diretor do grupo, João Paulo Estevam, a pandemia surgiu “extremamente negativa para o mundo”, mas uma preparação antecipada para expansão neste ano colocou a companhia em situação de maior competitividade no mercado. “As pessoas tiveram que se isolar em casa e, com essa mudança, a média de banda do usuário mais do que dobrou”, indica. Com a pandemia, o indicador passou de 1,2Mbps para 1,7Mbps, sendo que hoje está em 2 Mega por usuário, chegando a 70% de aumento.

Em acelerado processo de expansão há dois anos, o grupo, considerado líder no mercado de banda larga fixa por fibra ótica local, tem o projeto de levar internet a toda casa no interior do Nordeste. Para isso, depois de atuar por 22 anos com foco em cidades do interior do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, neste ano chegou a Fortaleza e prepara expansão para Alagoas, mas em duas frentes: capital e interior ao mesmo tempo. A expectativa da empresa, que espera fechar o ano com 90% de crescimento, é finalizar 2020 com 2 milhões de pontos de acesso e, em 2022, chegar a 6,5 milhões.

Para Estevam, havia uma demanda reprimida, que passou a ser atendida com mais banda larga e ocupando uma nova fatia no mercado. Hoje o grupo, formado pelas empresas Brisanet e Agility, possui uma carteira de mais de 500 mil clientes. A meta é chegar ao fim do ano com 675 mil, gerando crescimento de 90% em 2020. Em janeiro, o grupo estava com 350 mil clientes. Para atender ao novo público, as empresas vêm aumentando ano a ano as contratações. Em 2016, eram 1.200 funcionários; no ano seguinte, 1.850; em 2018, um total de 2.440; e, no ano passado, 4.160. A meta é finalizar 2020 com 5.500 funcionários diretos. Para isso, a empresa contrata, em média, 300 pessoas por mês.

João Paulo Estevam afirma que o grupo tem o cuidado de escolher a melhor tecnologia disponível, o que inclui a caixa que fica no poste aos equipamentos na casa do usuário e no data center. “Somos a empresa que constrói mais data center no Brasil – são quatro novos por mês, totalizando cerca de 200 – e a maior em construção de homepassed (pontos de acesso em domicílios)”, completa.

A expectativa é, em 2021 e 2022, construir o dobro do que há hoje em termos de infraestrutura. Com isso, os planos incluem finalizar este ano com 2 milhões de pontos de acesso; 2021, com um total de 4 milhões; e, 2022, com 6,5 milhões. Para cada dez casas, estima-se que haja 7 homepasseds disponíveis. “Fortaleza está superando nossas expectativas. No final do ano devemos ser 70% de toda a cidade atendida”, planeja.

Nascida no interior do Ceará, na cidade de Pereiro, divisa com o Rio Grande do Norte, a Brisanet, apesar da expansão, mantém sede e raiz no semiárido. Depois de cabear com fibra ótica municípios no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, a ampliação para os grandes centros começou por Campina Grande, Mossoró e Sobral. Depois disso, vieram as capitais, sendo que as primeiras foram João Pessoa, Natal e, neste ano, Fortaleza, todas incluindo também as regiões metropolitanas.

Segundo João Paulo Estevam, em setembro começa o cabeamento em Alagoas. Mas, ao contrário dos outros estados, este será cabeado na capital e interior ao mesmo tempo. “A Brisanet tem o sonho de cabear todo o Nordeste. Em Alagoas, já entramos em ação nas pequenas cidades com a Agility”, antecipa. Estevam informa que o grupo é o terceiro no país em fibra ótica e primeiro no Nordeste. “Temos a missão de nos tornarmos, até o fim de 2020, a maior operadora do Nordeste em cliente conectado com cabo, independente da tecnologia”, almeja.

Para isso, ele informa que até o fim do ano todos os municípios do Ceará e do Rio Grande do Norte serão cobertos pelas duas empresas do grupo. No caso de Paraíba, Pernambuco e Alagoas, a meta é fechar todas as cidades até o fim de 2021. “Fortaleza é um sonho, é a nossa capital. Estamos crescendo com mais de 300 funcionários sendo contratados por mês. O oásis que a gente enxerga em meio a tantos setores em crise é proporcionar emprego e mudança de vida a cada jovem desse que é empregado”, diz, uma vez que 95% do quadro do grupo é formado por pessoas em seu primeiro emprego.

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