Economia

Os imóveis e a hiperinflação

Com esta possibilidade (ainda que remota) levantada pelo ministro da Economia, o investimento imobiliário é apontado como uma das melhores saídas para salvaguardar o patrimônio de empresas e pessoas físicas

Flash Imobiliário
por Ricardo Bezerra
ricardobezerra@ootimista.com.br

Quem tem mais de 45 anos vivenciou um momento muito complexo para a economia nacional, a chamada hiperinflação. Naquela época, o dinheiro “evaporava” em pouco tempo, dado o crescente e meteórico aumento de preço dos produtos.
Os economistas consideram hiperinflação como sendo uma inflação fora de controle, à níveis muito elevados, superiores a 50% em apenas 30 dias e, às vezes, acompanhada de recessão. Nos anos 80, houve meses em que a desvalorização da moeda corrente nacional foi superior a inacreditáveis 80%.
O problema era tão grande que, quando a moeda chegava ao ápice da desvalorização, ela simplesmente mudava de nome. Foram vários tipos de dinheiro no país, em pouco tempo. Por conta disso, os anos 80 foram considerados como “a década perdida”. Mas eis que surgiu o Plano Real e tudo mudou.
O Brasil, finalmente, entrou para o seleto grupo dos países com economia monetária estável e confiável. A chamada Lei de Responsabilidade Fiscal foi outro advento que sedimentou o equilíbrio obrigatório das contas públicas. Nesse ponto, pode-se afirmar que o Brasil possui mecanismos equiparados ao primeiro mundo.
Pois bem, de 1990 para cá, nunca mais se tinha ouvido falar do malfadado termo hiperinflação, até que, a poucos dias, o próprio ministro Paulo Guedes o fez, em tom eloquente. Muitos analistas, porém, consideraram o comentário exagerado e uma atitude típica do ministro, o qual apenas queira chamar atenção para uma remota, porém real possibilidade, caso algumas medidas macroeconômicas não sejam tomadas como privatizações, maior rolagem da dívida pública, dentre outras.
Mas o que tudo isso tem a ver com mercado imobiliário? Mais uma vez a minha resposta é: tudo! O investimento em imóveis, um bem sólido, de raiz, é considerado uma das únicas alternativas para se preservar o patrimônio de pessoas físicas e jurídicas. O imóvel consegue ser um ótimo ativo nos dois cenários diametralmente opostos, o de hiper e o de inflação baixa e estável.
No primeiro caso, pois consegue permanecer inalterado às intempéries inflacionárias, sofrendo valorização constante e se adequando à realidade de cada momento econômico. No segundo caso, num cenário de juros baixos, pois o seu rendimento (aluguel) supera não somente a própria inflação, mas também, as aplicações financeiras tradicionais. Portanto, a minha sugestão é que na dúvida do que está por vir, compre um imóvel, antes que seja tarde.

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