Economia

“O dia depois de amanhã” já está sendo discutido entre Sedet e Fiec, adianta Maia Júnior

Secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Maia analisou que os setores público e privado precisarão de injeção de recursos para reativar a economia

Coluna Adriano Nogueira
adriano@ootimista.com.br

Medidas para retomar o crescimento da economia cearense quando passada a pandemia de covid-19 já estão sendo conversadas entre Governo do Estado e Fiec, afirmou o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Maia Júnior. Durante a live Cenário da Construção Civil, promovida pelo Sinduscon-CE, adiantou que empresas e governo vão precisar de injeção de recursos.
“Haverá necessidade muito alta de recuperação das economias pública e privada, que não vai acontecer da noite para o dia. Seria um equivalente ao Plano Marshall, já estamos conversando com o Ricardo (Cavalcante, presidente da Fiec) pensando no pós, será outro momento muito importante onde será necessário irrigar os dois setores: público e privado”, afirmou. Durante a live, que também contou com a direção local da Caixa Econômica Federal, Maia defendeu o isolamento horizontal quando questionado sobre quando o setor poderá voltar ao trabalho.
“A posição econômica é diferente da posição sanitária. Temos que administrar os estresses de ambos, a ponto de evitar que o estado não possa conter o processo da saúde pública e os impactos na economia, a ponto de gerar um colapso. Que colapso é esse? Na saúde, a inferioridade do número de leitos em relação a quantidade de doentes, na economia, a quantidade de demissões e a destruição completa dos setores estruturados. O isolamento social, mesmo que seja liberado, não pode ser na totalidade”, defendeu.

EDP lança edital de ideias
Iniciativas pensadas para combater os efeitos da pandemia de covid19 em comunidades carentes de todo o Brasil serão selecionadas pelo edital EDP Solidária. A empresa, que controla no Ceará a Usina Termelétrica do Pecém, vai destinar R$ 1 milhão para projetos que contemplem aspectos como assistência a comunidades vulneráveis, garantia do direito à alimentação e higiene, conscientização, geração de emprego e renda, economia colaborativa e empreendedorismo local. Os projetos podem ser inscritos no site www.institutoedp.prg.br.

CMFor arrecada 17 toneladas de alimentos
Após mobilização do presidente da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), vereador Antônio Henrique (PDT), 32 dos 43 parlamentares da cidade doaram 20% dos seus salários e, com o apoio também de servidores da casa, doaram 17 toneladas de alimentos não perecíveis para a campanha Supera Fortaleza. “Quero agradecer o esforço e a generosidade de todos os vereadores que participaram dessa corrente de solidariedade, que teve o objetivo de minimizar os danos causados por esse período em que todos precisam ficar em casa para conter o avanço do novo coronavírus. Esse apoio demonstra, mais uma vez, a preocupação dos parlamentares para garantir o bem-estar dos fortalezenses”, afirma.

Consultoria gratuita
Para orientar a reabertura das empresas de suporte ao setor de logística, como oficinas mecânicas, por exemplo, o Sistema Sincopeças, Assopeças e Assomotos do Ceará (SSA/CE), oferece diariamente consultoria jurídica online. A orientação é gratuita para empresários do setor. O agendamento é feito pelo e-mail atendimento@ssa-ce.com.br ou pelo telefone (85) 99985-4283.

Novo método
A pandemia de covid-19 mudou a forma que o IBGE faz a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. A partir de abril a coleta de dados será por telefone. E para monitorar a evolução da pandemia, o instituto fará um estudo de painel longitudinal representativo, ouvindo as mesmas pessoas periodicamente ao longo de pelo menos três meses.

Fundação Edson Queiroz vai disponibilizar respiradores
Os 10 respiradores mecânicos que a Fundação Edson Queiroz vai disponibilizar para a rede pública de saúde do Ceará chegarão até o dia 20 de abril, “exatamente no período aguardado de pico no número de casos da Covid-19 no Brasil”, complementa a presidente da fundação, Lenise Queiroz Rocha. “O Brasil e o Ceará em particular enfrentam uma pandemia de proporções imprevisíveis. Entendemos a necessidade de apoiar as unidades de saúde do nosso Estado”, completa.

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