Economia

Mercados em crescimento impulsionam grupos empresariais

Setores de energia renovável, saúde e alimentação puxam desempenho das companhias cearenses na Bolsa

Giuliano Villa Nova

economia@ootimista.com.br

Em termos de valorização, os analistas apontam a Aeris Energy como destaque entre as empresas cearenses na Bolsa de Valores em 2020. Fabricante de pás para geradores de energia eólica, a Aeris estreou na B3 em novembro e desde então obteve aumento no valor das ações em torno de 80%. “2021 deve ser de grande lucratividade da empresa, bem como de potencialidade de valor das suas ações”, projeta Ricardo Coimbra, presidente do Corecon-CE.
Outro desempenho destacado no ano que passou foi o da Hapvida, que graças às suas estratégias e ao fortalecimento do segmento em que atua, alcançou valorização de cerca de 17% das ações.
“É uma empresa com forte momento dos lucros, uma estratégia de consolidação robusta e intensa atividade de fusões e aquisições, tornando-se uma das melhores do setor de saúde do Ibovespa”, elogia Rafael Meyer, da Verk Investimentos.

Alimentos e educação
Um dos maiores conglomerados empresariais do país, a M. Dias Branco já teve, em 2020, um ano de recuperação, comparado a 2019. “Os volumes de vendas de biscoitos e massas aumentaram bastante, principalmente em função da demanda proporcionada pelo programa de ajuda financeira do governo”, analisa Rafael Meyer, que aposta na sequência de crescimento da empresa em 2021.
A Arco Educação, representante cearense na Nasdaq, com sede em Nova York, teve um ano bastante desafiador, assim como todo o setor educacional, em função da pandemia.
“A tendência é que o segmento apresente recuperação a médio e longo prazo. Com isso, a Arco deve recuperar seu valor, visto que trabalha também com o desenvolvimento de tecnologias de ensino, o que é bastante promissor”, projeta Ricardo Coimbra.

Setores
Em 2021, além da valorização do segmento de fármacos, em que a Pague Menos se destaca, os analistas apontam boas chances de recuperação para os setores de microcrédito, em que atua o Banco do Nordeste, de energia elétrica, com a participação da Enel, e de calçados, que tem na Grendene, com sede em Sobral, um dos principais players nacionais.

 

Panorama e perspectivas para as empresas cearenses no mercado financeiro

Fonte: Ricardo Coimbra (Corecon-CE) e Rafael Meyer (Verk Investimentos)

M. Dias Branco (MDIA3)
IPO: 18/10/2006
Sofreu impactos em função da pandemia (aumento do trigo), mas em dimensão menor, visto que atua com produtos essenciais. Para 2021, ações devem ter lucratividade, à medida que a empresa cresce e o câmbio se estabilizar.

Hapvida (HAPV3)
IPO: 25/4/2018
Cresceu bastante, adquirindo empresas em outras regiões. Deve se fortalecer como um dos maiores grupos da área médica do país, principalmente pelo investimento em redes de hospitais e de atendimento ao público.

Arco Educação (ARCE – Nasdaq)
IPO: 26/09/2018
Após um ano em que teve perdas no valor das ações, a expectativa para os próximos anos é positiva, pois tem fundamentos sólidos, alto crescimento, forte previsibilidade financeira, contratos de longo prazo e baixas taxas de rotatividade.

Pague Menos (PGMN3)
IPO: 2/9/2020
Teve grande valorização no momento do IPO, mas se estabilizou em seguida. Como a demanda por fármacos é crescente, deve se manter em alta no mercado, apostando em novos serviços e pontos de venda.

Aeris Energy (AERI3)
IPO: 11/11/2020
Atua num mercado em ascensão, diante da busca mundial pela energia limpa. Tende a se valorizar, reforçando seu histórico operacional positivo. Deve dobrar o potencial produtivo a partir de 2021.

Grendene (GRND3)
IPO: 29/10/2004
Boas perspectivas de valorização, pois o mercado de calçados voltará a estar aquecido. Além disso, a empresa tem forte atuação na exportação.

Empresas públicas de capital aberto:
Banco do Nordeste (BNBR3)
IPO: 20/7/1977
Teve um ano positivo, como um dos grandes bancos de fomento do país, especialmente no microcrédito. É provável que o volume de negociações gere bons resultados e crescimento em 2021.

Enel (COCE3)
IPO: 13/6/1995
Ações tiveram leve baixa em 2020, mas se recuperaram, em função do reaquecimento da economia. Com a demanda crescente por energia, devem voltar a se valorizar.

 

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