Economia

Mercado imobiliário em Fortaleza tem o melhor setembro dos últimos seis anos

De acordo com o Flash Imobiliário, o mês de setembro foi percebido por 66 construtoras e incorporadoras do Estado como o melhor da série histórica na Grande Fortaleza. O Valor Geral de Vendas (VGV) registrado foi de R$ 221 milhões

Lucas Braga
economia@ootimista.com.br


Apesar da queda nas vendas de casas (residenciais horizontais) e salas comerciais, o mês setembro foi percebido pelas 66 principais construtoras e incorporadoras do Estado como o melhor da série histórica na Grande Fortaleza, compilada há seis anos, pelo Flash Imobiliário, levantamento mensal feito pela Lopes Immobilis.
O Valor Geral de Vendas (VGV) registrado foi de R$ 221 milhões, sem contar os empreendimentos enquadrados no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). O volume foi 140% maior que o mesmo mês de 2019.
Se considerados os imóveis dessa categoria popular, o VGV seria quase o dobro de setembro/2019 (+96%), com 644 unidades vendidas por R$ 267 milhões.

Mais vendas
Após queda em agosto, as unidades do MCMV registraram 12% a mais de vendas em setembro que o mês anterior, com VGV de R$ 46 milhões. Os bairros Maraponga e Messejana são os campeões de venda dessas unidades populares e foram os escolhidos pelas construtoras para receber lançamentos de novos empreendimentos na categoria.
Já o volume de vendas de casas (residenciais horizontais) teve queda de 61% em relação ao mês de agosto, e queda de 17% em relação a setembro do ano passado. O baixo desempenho também foi percebido nas vendas de salas comerciais em Fortaleza (-63%).

Bairros
Com lançamentos em agosto e setembro (investimentos que passam dos R$ 280 milhões), as construtoras encaminham empreendimentos residenciais verticais nas zonas de valor campeãs em venda: Parangaba, Aldeota e adjacências. Foram vendidos 249 apartamentos novos em setembro, com VGV similar de R$ 178 milhões, ligeira alta em relação a agosto (+3,4%). A venda foi 120% superior a setembro de 2019.

Segunda moradia
Sócio-diretor da Lopes Immobilis, Ricardo Bezerra prevê que o segmento de Segunda Moradia continuará em alta.
Ficar perto da praia, ter mais momentos de lazer com a família e os benefícios de estar mais distante da cidade têm sido atrativos. Em setembro, o segmento cresceu 1.450% em relação ao mesmo mês de 2019 e 82% a mais que o mês anterior.
“Muitas famílias simplesmente se mudaram para suas casas de praia. O estoque atual da grande Fortaleza (incluindo Cumbuco, Porto das Dunas e Aquiraz-Riviera, que concentram a grande maioria dos produtos existentes) é de apenas 140 unidades, representando aproximadamente R$ 120 Milhões em VGV”, destaca Ricardo.

Aquecimento
O aquecimento continua impulsionado pela baixa da taxa de juros, uma vez a Selic caiu mais uma vez – de 2,25%, para 2% ao ano, conforme definiu o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, no começo de agosto.
Patriolino Dias, diretor da Dias de Sousa Construções e presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-CE), lembrou ao setor que mais importante que o VGV é o lucro auferido. “Os aumentos exacerbados estão sendo vistos nos insumos da construção civil. Estamos tentando reverter a preços justos porque isso encarece para o consumidor final”, completa.

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