Economia

Mercado imobiliário: a alavanca para a economia nacional

Com o aquecimento do setor, uma grande cadeia produtiva é beneficiada

Flash Imobiliário
por Ricardo Bezerra
ricardobezerra@ootimista.com.br

O mercado imobiliário, mais especificamente a indústria da Construção Civil, é tão grande que gera um em cada seis empregos no Brasil (Caged – 2019). Trata-se de uma gigantesca cadeia produtiva, onde inúmeras empresas, com várias atividades distintas, vivem em função deste setor altamente estratégico para o país.
São negócios de todos os tipos, desde a indústria moveleira, passando pelos materiais de construção (fábricas e comércio), serviços em geral, incluindo a corretagem imobiliária. Para se ter outra ideia do tamanho e da importância do segmento, este chegou a representar, em 2014, ainda sentindo os impactos positivos do “Boom” iniciado um ano antes, cerca de 6,2% do PIB do país.
Em 2017, esta participação caiu para 4,8%, mas, ainda assim, representou 22,4% do PIB industrial e 52,2% de todo o investimento nacional (IBGE). A verdade é que quando o mercado imobiliário vai bem, a economia, como um todo, se beneficia. O inverso, porém, também se aplica.
Pois bem, o recente e forte aquecimento das vendas de imóveis tem ajudado a mudar o astral e a vida de muitas pessoas. Em conversa que mantive com dois grandes nomes do comércio de materiais de construção local no início desta semana, fui informado que o crescimento deste importante mercado em julho superou em 30% o mesmo período do ano passado, mesmo em meio à pandemia.
As pessoas, definitivamente, resolveram mudar de residência ou simplesmente reformar o seu imóvel atual. Perguntados sobre qual o real motivo desse crescimento, ambos foram unânimes em afirmar que a redução drástica nos juros da economia, com uma taxa Selic na base de apenas 2% ao ano, a menor da história, teve papel fundamental.
Muitos dos empregos formais que haviam sido perdidos com as inevitáveis demissões, por conta a abrupta paralização das atividades, já estão sendo recolocados. A projeção para este ano, como um todo, é muito positiva, devendo fechar em patamar de vendas superior a 2019. Tudo isso, repito, mesmo com os sofríveis efeitos da pandemia do novo coronavírus.
Nos dias de hoje, em alguns casos e momentos específicos, há fila para compras nos chamados home centers. E isso é somente uma parte da euforia. Se conversarmos com qualquer prestador de serviço ligado ao setor, como por exemplo um pintor, eletricista ou marceneiro, notaremos claramente que todos, sem exceção, estão abarrotados de trabalho.
Lojas de móveis? Estão com altas taxas de vendas da mesma forma. Isso mostra que, indubitavelmente, a cadeira produtiva imobiliária está entrando em um novo ciclo, desta vez, virtuoso. E com novos empreendimentos sendo lançados, mais empregos serão gerados e ainda mais investimentos serão feitos pelas empresas correlatas à construção civil. O mercado imobiliário é, portanto, a grande alavanca para o crescimento da economia local e nacional.

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